Beleza sem truques
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de julho de 2007
Gabriela Germano<br> TV Press 
Aos 49 anos, Christiane Torloni tem 58kg muito bem distribuídos em seus 1,70 metro de altura. Em plena forma, a atriz revela que não tem nenhum truque mágico para manter o vigor físico. Ela se exercita, e quem define o tipo de atividade a ser praticada é a personagem que está por vir. ''Quando fiz Joana D'Arc no teatro, puxava ferro porque ela era uma guerreira. Para interpretar Salomé, treinei dança do ventre'', conta. A espanhola Maria Alonso, que ela incorporou na minissérie Amazônia fez com que Christiane se dedicasse ao flamenco. Mas, atualmente, a atriz também se esforça pedalando. ''Adoro bicicleta. Então aproveito para fazer spinning''.
Boa de garfo, a atriz afirma que a malhação compensa a sua ''queda'' por um farto prato de comida. Além de ter descendência espanhola, Christiane tem também um pezinho na Itália e usa isso como justificativa para os ataques de gulodice. ''Meu lado italiano junta a fome com a vontade de comer'', confessa, aos risos. Como os estúdios da Globo têm ar-condicionado superpotente, quando está gravando, ela carrega uma uma garrafa térmica com sopa, preparada em casa mesmo. E depois de um dia de trabalho, ataca uma refeição bem servida. ''Saio como uma louca do Projac e encaro um prato de massa, arroz e feijão ou o que for. Além de uma taça de vinho, porque ninguém é de ferro'', conta.
Apesar de fazer uma análise positiva da produção de teledramaturgia brasileira nos seus mais de 30 anos de carreira, a atriz admite que, hoje, há programas muito ruins na grade televisiva. ''Tudo o que não deseduca, educa. Mas quando o produto não tem valor cultural algum, é um mal'', avalia.
Christiane começou na televisão, no caso especial da Globo ''Indulto de Natal'', logo em seguida enveredou para o teatro, um caminho que, segundo ela, todos os atores teriam de seguir e nunca abandonar. ''Um ator jamais deveria deixar de fazer teatro porque é a oportunidade que ele tem de se reciclar. Além disso, ele passa por aquela situação absolutamente humilhante de não saber nada, o que acontece no primeiro dia de ensaio. Isso é importante para o ator, independentemente do lugar que ele conquistou na carreira. Tem de voltar sempre para o começo. Esse processo é bom. Recoloca a gente no lugar da gente. E no teatro não tem jeito, o público está ali. Isso nos mantêm vivos, em alerta. A televisão tem um lado que, se a gente não tomar cuidado, começa a acreditar que já tem a receita do bolo. Mas não há receita''.
Ao fazer um balanço de seus mais de 30 anos de carreira, Christiane confessa: ''Sinto que estou apenas começando e espero que venham os próximos 30 anos. O que fiz até o momento foi bom para começar. Vamos ver o que vem pela frente para saber se dá para continuar.


