Beleza além-mar
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domingo, 09 de dezembro de 2001
Karla Matida<br>De Londrina 
Foram quase três anos sem pisar na terra vermelha da cidade. ''Dois anos e oito meses sem comer pão de queijo e a comida da minha mãe'', diz o modelo londrinense Alex Francisquini, que há quatro anos mora na Itália. Ou melhor, no mundo. Por conta do trabalho, Alex já esteve na China, Turquia e até nos Emirados Árabes, sem falar nas viagens por toda a Europa.
Nada mau para o garoto que só entrou para a carreira de modelo depois de muita insistência dos amigos, que percebiam o sucesso de Alex. ''Uma foto minha saiu no jornal e deu o que falar'', lembra o modelo. Depois disso participou de um concurso da agência Elite, mas acabou não aceitando o convite para ir morar em São Paulo.
''Era muito novo para São Paulo'', explica Alex, que só foi se render à capital paulista depois de morar na capital paranaense. ''Com a morte do meu pai, a minha vida mudou e eu aceitei o convite para ir para Curitiba''. Ficou um ano por lá até resolver se mudar de vez para São Paulo, onde ficou apenas sete meses. ''Surgiu um convite para ficar três meses em Milão'', lembra. O que era para ser uma experiência acabou dando mais do que certo.
Fluente em inglês, italiano, espanhol e alemão, o modelo já planeja aprender também japonês. Tudo na ''escola da vida'', conta Alex. Apesar de adorar as viagens que faz pelo mundo ''conhecer as Muralhas da China foi uma experiência fantástica'' , o modelo diz que o Brasil é o melhor país. ''O povo está sempre sorrindo, tem garra de vencer. Aqui tem um calor, uma alegria'', explica.
Mesmo assim, ele ainda não planeja voltar tão cedo para terras tupiniquins. ''Mas um dia eu volto'', promete. ''Lá fora o tempo passa rápido'', diz Alex, que se espantou ao reencontrar os amigos casados e com filhos.
No currículo do modelo, desfiles e campanhas publicitárias para Fiat, Barilla, Ermenegildo Zegna, Armani, entre outros nomes importantes não só na moda. ''Nas minhas 'férias' na Venezuela, fiz um comercial para a Sony Television'', conta Alex, que estava visitando uns amigos e acabou conquistando um papel entre outros 200 candidatos.
E conquistar mercado é um trabalho dobrado para os modelos masculinos. ''Os cachês são três vezes menores que o das mulheres'', explica o modelo. ''Mas devagar os homens vão conquistando mais espaço'', diz Alex, que também se aproveitou do fenômeno Gisele Bundchen. ''Antes as referências do Brasil eram apenas samba e futebol'', lembra.


