AS ENERGIAS MOVEM O MUNDO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de abril de 2001
Carmen Kley De Londrina 
Todos os dias, Regina Teixeira Peres acorda sem despertador às seis em ponto. Escolhe uma música bem alegre, liga o som e sai dançando pela casa, enquanto se prepara para mais um dia de trabalho. Depois, toma o café da manhã, agora com música suave, incenso queimando. O ritual dura mais de uma hora, fazendo contato com meu despertar, explica.
Regina é gaúcha, tem 43 anos, formou-se em Educação Física e em Direito. Procuradora Federal começou a carreira há 20 anos, na Justiça do Trabalho, está desde 1993 no Instituto Nacional de Previdência Social (INSS), e desde 1995 em Londrina.
Ela se define como uma pessoa bem-humorada. É minha marca, um estado de espírito, não uma máscara, comenta. Se estiver muito tempo sozinha, numa fila de banco ou num aeroporto, me divirto muito com as coisas que vejo e penso, acrescenta. Assim como se diverte, sozinha, todas as manhãs, quando acorda.
O que determina seu estilo de vida e fundamenta suas convicções é a Terapia Floral, que Regina abraçou desde que saiu da faculdade e que defende e aplica na sua própria vida e na de quem a procura. Dedica praticamente todo seu tempo livre ao estudo e à prática do sistema criado pelo médico inglês Edward Bach na década de 30, hoje difundido pelo mundo, com vários outros (Florais da Califórnia, Australianos, de Minas, etc).
Não foi de maneira informal que Regina ingressou no mundo das terapias alternativas. Ela fez pós-graduação em São Paulo, além de vários outros cursos pelo Brasil, nos Estados Unidos e no Canadá. Embora as atividades no INSS tomem grande parte do seu tempo, ainda dividido com o filho Luís Henrique, 23 anos, e a neta Amanda, 2 anos, ela atende pelo menos seis pacientes por semana, vindos várias cidades paranaenses, além de Santa Catarina e São Paulo. Atende também um paciente que mora nos Estados Unidos e que veio a Londrina para um congresso, conheceu o trabalho dela, se encantou e continua o tratamento à base dos florais, agora com consultas pela Internet.
Regina leva seus conhecimentos a escolas e empresas e também dá cursos de formação de terapeutas florais em Londrina. Foram até agora cinco, com pelo menos 50 alunos. E já pensa em recrutar voluntários, para trabalharem num projeto, ainda em fase embrionária, que visa levar a terapia floral a um maior número de pessoas e gratuitamente. Quero fazer um trabalho que tenha um resultado bastante evidente, sentencia.
Os florais, segundo a terapeuta, fazem com que a pessoa mude os paradigmas que atrapalham sua vida. Alterando esses paradigmas, ela altera toda a sua vida, conclui. E cita como exemplo o caso da empresária Maria Aparecida Montes da Silva, 37 anos, que com florais, aliados à massagem ayurvética, conseguiu engravidar. Foi o maior presente da minha vida, confessa Maria Aparecida, que estava há três anos tentando insistentemente vários tratamentos fez inclusive inseminação artificial sem sucesso. A terapia floral não foi, claro, um tratamento para engravidar. O enfoque era outro: as questões internas, emocionais, que não estavam bem trabalhadas e me impediam de realizar o sonho de ter mais um filho, explica. Fernando, o bebê, está com dois meses.
A terapia floral não faz milagres, ela apenas considera alguns fatores que a lógica da medicina ocidental não considera, avisa Regina. Não tem nada a ver com misticismo, faz questão de frisar. E explica: As essências florais são produzidas a partir de um enfoque energético vibracional, quer dizer, não são feitas com o princípio químico ativo da planta. O grande lance, a grande descoberta do dr. Bach foi que o padrão vibracional da planta vinha na flor sem que se precisasse do princípio químico, como na homeopatia ou na fitoterapia. Ele descobriu que o padrão da flor onde ela nasce, seu formato, sua cor determina o que ela vem nos trazer de sua própria experiência.
Regina afirma que a coisa mais importante em sua vida é a missão auxiliar as pessoas a experimentar a aceitação incondicional. Pode parecer poético e piegas, mas na prática, seja na terapia floral, no dia-a-dia ou no INSS, sou uma estimuladora do que as pessoas têm de melhor. Mas quero mais, muito mais. Meu sonho é entrar num projeto internacional. Descobri, pelos lugares onde estive, pelas pessoas que conheci e pelas experiências que vivi, que as mudanças de paradigmas podem mudar toda a evolução do planeta, profetiza.


