Quando resolveu trocar a carreira de administrador de empresas pela de ator, Murilo Rosa decidiu trocar também Brasília pelo Rio de Janeiro. Antes de mudar de cidade, trabalhou como vendedor de uma loja até juntar o dinheiro necessário para empreender a viagem. No Rio, Murilo fez o tradicional curso do Teatro Tablado, coordenado por Maria Clara Machado, onde participou da peça infanto-juvenil ‘‘O Diamante do Grão Mongol’’. A estréia na tevê só aconteceu em 1994, quando interpretou o rebelde Caio Daniel na modestíssima ‘‘74.5 - Uma Onda no Ar’’, da Manchete. ‘‘A novela não teve a audiência esperada, mas serviu para me abrir algumas portas’’, minimiza.
De fato, o trabalho de Murilo na Manchete serviu para chamar a atenção da Globo, que convidou o ator para fazer um papel de homossexual em ‘‘Malhação’’. No ‘‘folheteen’’, ele interpretava Jurandir, um rapaz afetado que vivia sendo assediado pela saliente Juli, personagem de Carolina Dieckmann. ‘‘Com este trabalho, passei a ser mais reconhecido. As pessoas me chamavam de ’frutinha’ nas ruas’’, ri. A participação em ‘‘Antônio Alves, Taxista’’, co-produção do SBT com a produtora argentina Ronda Estúdios, também não foi das melhores. A novela foi um fracasso de público e de crítica. ‘‘Pelo menos, consegui juntar dinheiro suficiente para comprar um apartamento’’, consola-se.

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