Esquadro
  Alvoroço na Rádio Educativa, esta semana. Ao assumir o cargo de diretor-geral da instituição, o músico, radialista e advogado Paulo Chaves ficou logo com fama de mau. Como vai mexer na programação da AM e FM, muita gente ficou apavorada.
n É que essa adequação deverá tirar do ar alguns dos 55 programas independentes, pelo menos momentaneamente. Chaves já anunciou que não irá prejudicar ninguém só que, como tem 55 produções com contratos vencidos, precisa organizar a casa.
n Segundo ele, o governador Roberto Requião (PMDB) já deu ordens expressas para resolver um dos problemas mais sérios que as duas emissoras enfrentam hoje: falta de equipamentos que possam garantir uma boa qualidade para o ouvinte e para quem trabalha lá também.
n A ordem agora é estabelecer condições para que tanto os equipamentos quanto a harmonia entre os programas seja perfeita. Chaves pede tempo aos ‘‘urubus de plantão’’. ‘‘Me sinto um pouco responsável pelo que a Rádio Educativa é hoje. Colaborei trabalhando aqui há dez anos. Só quero organizar a programação em núcleos’’, garantiu.
n Dentro desses núcleos está incluída a volta ao trabalho mais pesado dos jornalistas estatutários da casa. A idéia é colocar um jornal no ar.
Vai começar o ano...
  Promessas de um ano que ainda está engrenando: mês que vem deve acontecer o Curitiba Fashion Art, o primeiro evento de moda exclusivamente dedicado a criadores daqui. A concepção do projeto foi do produtor Paulo Martins e da jornalista Nereide Michel e no final do ano passado já foram apresentados ao público os estilistas escolhidos. Pena que um dos melhores criadores que a gente tem tenha ficado de fora. Roberto Arad não quis participar por estar sem tempo para projetos que fiquem fora dos domínios de sua loja na cidade.
n Arad é hoje uma espécie de mito para a turma mais ‘‘cabeça’’. Dono de um corte que cai como luva nos bumbuns de homens e mulheres daqui, o estilista é respeitado em São Paulo e no Rio de Janeiro. Já teve suas roupas usadas até pela Cássia Eller. No ano passado, quando Jairzinho Oliveira e Luciana Mello fizeram turnê na Europa, com a turma da gravadora Trama, levaram na mala os jeans dele. Queriam usar roupas brasileiras nos shows.

O clima é esse...
  Uma atitude legal para se ter em 2003 é incentivar a produção local. Usar roupas feitas por estilistas de onde a gente mora é a mais recomendada para quem tem antenas aguçadas. Aproveite a existência de eventos como o Curitiba Fashion Art e escolha o seu criador preferido e, mesmo que ele ainda não tenha uma loja (muitos ainda estão batalhando), encomende suas peças. É o comportamento ideal para o século 21. Pode ser que assim o Brasil dê certo. Se a gente parar de valorizar só que é de fora...
Não entenda mal...
  Vestir coisas feitas aqui não quer dizer também que não se deva enlouquecer ao ver as criações de Alexander MacQueen ou de Valentino. Um bom Armani também sempre tem que ser exaltado.
O que é bom e é daqui...
  Balas de banana de Morretes e Antonina. Ao fazer uma festa fica chique oferecer doces locais, trufas de chocolates, por exemplo, são umas maravilhas, mas pagar caro por um pedaço pequeno de chocolate não é uma atitude em sintonia com o clima do momento. Combata os excessos para não parecer cafona.
n Os produtos do Boticário. Quer coisa mais daqui? Eles acabam de lançar uma loção para o corpo que ilumina a pele e dá o maior efeito, para quem sai à noite e não gosta muito de estragar a pele com o sol do verão...
n A agenda Almanaque do Gerson Guerra...
n As bolsas que as mulheres da Vila das Torres criaram e que viraram hit no ano passado...
Erramos
Na nota publicada domingo passado nesta coluna citamos o Bairro Boqueirão como região onde está localizado o Museu Metropolitano de Curitiba. O bairro certo é Água Verde.

Cenas de um verão que já começa a chegar ao fim: a designer da Bergerson Silvia Doring dá um retoque final na modelo Natália Vianna, minutos antes dela entrar nas passarelas do São Paulo Fashion Week (SPFW), para mostrar a coleção do estreante curitibano Jeferson Kullig

Pura paixão: Miriam Duda tinha tudo para ser somente uma madame, mas não é. Além de ser uma típica representante da sociedade curitibana, Miriam é empresária de mão cheia, capaz de ficar dias e dias viajando pelo mundo em busca de informações sobre o que há de mais moderno em acessórios+

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