Amor ao próximo uniu casal
Os mesmos projetos de vida e o amor ao próximo uniram Maria Luiza e Marcelo Casanova há pouco mais de três anos. Logo que se conheceram, por meio de uma irmã dele, ficaram noivos num local bastante inusitado: num hospital. Ele estava internado por causa de uma cirurgia na vesícula, que acabou trazendo complicações. Isso acabou sendo importante para o nosso relacionamento, pois o fato do Marcelo precisar de cuidados fez com que ele se abrisse mais e eu pudesse cuidar dele, conta Maria Luiza que é psicóloga e professora universitária.
Nesta época, Marcelo trabalhava como representante comercial de uma industrial têxtil - profissão que ele exerceu também em outros estados. Quando se conheceram, ele estava em Fortaleza e ela de viagem marcada para o Canadá para fazer um curso de Inglês. Tudo começou com um pedido da irmã dele para que eu mandasse um e-mail convencendo-o voltar para Londrina. Já havia anos que ele mudava-se de uma capital para outra e mantia-se longe da família. Enviei o primeiro e-mail no dia 7 de setembro de 2007, lembra Mari Luiza
Foi assim, após 20 dias de trocas de e-mails, que o casal percebeu que tinha o mesmo projeto de vida, ajudar as pessoas. Sempre quis um homem que amasse a Deus sobre todas as coisas e que tivesse interesse nas pessoas e não só em acumular coisas do mundo, enfatiza Maria Luiza.
As vésperas do casamento, Marcelo deixou o trabalho de representante comercial para dedicar-se somente ao projeto Galera de Deus, que eles estavam iniciando. No começo muitas pessoas acharam estranho o fato dele deixar o trabalho para se dedicar exclusivamente ao trabalho voluntário, que a gente nem sabia ainda como seria.
Durante praticamente um ano, ele dedicou-se ao projeto mas ainda não sentia-se satisfeito com o fato de simplesmente participar voluntariamente algumas vezes por semana. Eu queria
colocar a mão na
massa mesmo, me envolver completamente em alguma ação. Eu precisava alimentar aquela chama que estava acesa dentro de mim desde quando eu ainda era pequeno. conta Marcelo.
Até que um dia, o ex-representante comercial decidiu começar a comprar frutas e verduras a um preço mais baixo e levar pessoalmente às famílias que mais necessitavam da Zona Leste. As entregas se tornaram mais frequentes e o relacionamento com as famílias carentes mais próximo, o que acabou comovendo supermercados e fornecedores. O projeto é mantido com a ajuda de volutários e na sede são desenvolvidas uma série de atividades e recreação às crianças carentes. (F.C)





