Alma multimídia
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domingo, 15 de dezembro de 2002
Karla Matida<br> Reportagem Local 
Artista plástica, jornalista, locutora, professora universitária...Parece missão impossível, mas Regina Menezes consegue ser tudo isso ao mesmo tempo e, pelo jeito, ainda busca novos desafios. Tanto é que, depois de três meses de reformas, ela acaba de inaugurar o ''Espaço Regina Menezes'', um mix de galeria e ateliê.
O local, que já tinha sido uma floricultura e um bar, foi ''amor à primeira vista'', lembra Regina, que há tempos procurava por um ateliê maior. ''Em casa, além de pequeno, eram só paredes'', explica a artista plástica, que agora tem todo o verde da Gleba Palhano (zona sul de Londrina) à disposição de sua inspiração. ''Tem até esse maravilhoso som de fundo, com esses passarinhos'', completa.
Filha de um pintor, Regina aprendeu logo cedo a mexer com os pincéis, mesmo que fosse só para limpá-los. Esteve sempre por perto das tintas e telas, mas a dedicação foi menor quando descobriu que queria estudar jornalismo. ''Tenho alma jornalista, estou sempre querendo saber mais, converso com as pessoas como se estivesse entrevistando'', avisa.
Durante os ''anos jornalísticos'', Regina passou pela Folha seu primeiro trabalho , Veja, O Estado de S. Paulo e TV Cidade, entre outras experiências. ''Eu era feliz como jornalista, mas sentia que faltava alguma coisa'', lembra. ''O jornalista tem que contar o que está acontecendo. Já com a pintura é o lado repórter que conta o que está sentindo'', completa a artista plástica.
''Mas não abandonei o jornalismo, continuo escrevendo e também faço algumas locuções'', afirma. Para quem ainda não associou a voz à pessoa, é de Regina Menezes a voz que avisa que a 'chamada está sendo encaminhada para a caixa postal' nos telefones da Sercomtel.
''Meu pai dizia que eu falava muito rápido e achou graça quando eu disse que tinha passado num teste para ser locutora de rádio'', lembra Regina, que só foi para o teste depois de um incentivo de João Milanez, seu patrão na época. ''Ele me disse que eu não tinha nada a perder'', conta. Desde então, a artista segue sempre aceitando novos desafios. ''Encaro tudo como um desafio'', garante.
Além de aprender a pintar com o pai, Regina também buscou conhecimento com outros pintores, como Bavarelli, de quem acabou se tornando amiga. ''Sou fã de Leonardo da Vinci, que era um curioso como eu'', conta.
No novo espaço, além das telas, painéis, fotografias, esculturas, e recortes de parede, a artista plástica também cria objetos utilitários. Aliás, eles chegam sob a recém-criada marca Benigna. ''É em homenagem a meu pai, Benigno, e também porque significa tudo de bom''.
''Estou com muita fé em 2003'', avisa Regina. ''A produção ainda é pequena, mas agora tenho mais espaço'', completa. Além da galeria própria, as obras de Regina também estão expostas em São Paulo, Florianópolis e Curitiba, entre outras cidades.
Ah, em 2003, ela também volta a assumir a função de mãe em tempo. O filho de 16 anos está num intercâmbio na Nova Zelândia e só retorna para o Brasil em fevereiro do ano que vem. ''Ele é a minha melhor criação'', baba com toda a corujice de mãe.


