O que a professora Rejane Leão e as acadêmicas Fernanda Guimarães e Sonia Maria de Souza tratam como ‘‘uso particular da língua portuguesa’’, é assim comentado no trabalho:
‘‘O interessante ao estilo é especialmente seu rendimento expressivo, o ‘colorido’, próprio para convencer o leitor, agradá-lo, manter vivo seu interesse, impressionar-lhes imaginações mediante formas vivas, pitorescas, elegantes e estéticas.’’
Segundo elas, ‘‘os recursos linguísticos utilizados na Folha Gente se identificam com o estilo e o registro, são coerentes com as informações veiculadas.’’
A linguagem que elas classificam como ‘‘criativa’’, no entanto, já causou alguns transtornos aos que a utilizam. A colunista Elisiê Peixoto, por exemplo, foi severamente insultada pelo marido de uma aniversariante que ‘‘reuniu as lulus’’. Levou ao pé da letra. Outro marido, que apareceu na legenda de uma foto da coluna de Carmen Ribeiro como ‘‘guarda-costas particular’’ da mulher, ligou irado à Redação e mandou a editora da Folha Gente fazer uso impublicável do jornal.
Exceções, claro. Mas, como diria Ibrahin Sued, ‘‘os cães ladram e a caravana passa’’.

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