Assim que soube que o livro ‘‘Olga’’, do jornalista Fernando Moraes, estava prestes a ser adaptado para o cinema, Patrícia Pillar não hesitou em ligar para o diretor Luiz Fernando Carvalho, com quem trabalhou em ‘‘O Rei do Gado’’. Pelo telefone, a atriz se ofereceu para o papel da militante comunista alemã, que foi entregue grávida à Gestapo pelo Estado Novo. Além da semelhança física com a mulher de Luís Carlos Prestes, Patrícia tinha a oferecer ao diretor Luiz Fernando Carvalho um respeitável currículo de 13 peças, 12 novelas e sete longas-metragens. ‘‘O filme tem custo alto. Mas o projeto existe e vai começar a ser rodado no segundo semestre deste ano’’, avisa.
A carreira de Patrícia Gadelha Pillar é uma das mais bem-sucedidas do cinema brasileiro. No currículo, o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Brasília de 1997 pela atuação como a Ludovina de ‘‘Amor & Cia’’, de Helvécio Ratton. A estréia da atriz no cinema aconteceu em 1984, quando foi convidada pelo diretor Miguel Faria Jr. para interpretar a protagonista de ‘‘Para Viver Um Grande Amor’’. Nem as belas canções de Chico Buarque, porém, salvaram o filme do fracasso. No mesmo ano, a atriz foi chamada pelo diretor Paulo Ubiratan para trabalhar em ‘‘Roque Santeiro’’, da Globo. ‘‘Naquela época, a tevê era um grande mistério para mim’’, lembra.
De lá para cá, Patrícia já fez outros seis filmes, como ‘‘Menino Maluquinho’’, do Helvécio Ratton, e ‘‘O Monge e a Filha do Carrasco’’, de Walter Lima Jr. ‘‘O Quatrilho’’, de Fábio Barreto, foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 96 e ‘‘Noviço Rebelde’’, de Tizuka Yamasaki, levou 2,5 milhões de pagantes aos cinemas. A atriz não teve a mesma sorte quando produziu ‘‘A Maldição de Sampaku’’, de José Joffily. O filme demorou dois anos para ser lançado e não empolgou o público. ‘‘A decisão de produzir foi tomada porque não se fez mais cinema depois que o Collor assumiu. Merecíamos mais respeito por parte dos responsáveis pela cultura nacional’’, reclama.

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