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sábado, 30 de junho de 2001
Karla Matida Enviada a São Paulo 
A tal maratona de desfiles primavera-verão 2001/2002, que acontece em São Paulo, ainda está só na metade do caminho. Até terça-feira ainda serão mostradas outras 12 coleções (incluindo os quatro desfiles de hoje) nas passarelas da São Paulo Fashion Week.
Enquanto boa parte dos brasileiros treme de frio, no prédio da Bienal só se pensa nos dias quentes. E as opções para o guarda-roupa de verão chegam inspiradas nas galáxias, nos índios brasileiros e até nas cantoras Madonna e Cindy Lauper.
Confusão fashion? Nem tanto, principalmente quando sobem à passarela as criações de Marcia Gimenez para a Equilíbrio. Tecidos leves e muita fluidez nas formas dos vestidos e camisas, em tons claros, como menta, gesso, branco. Mas também não faltam o preto, o laranja e o turquesa. -
Os pequenos babados das camisetas lembram as antigas camisas de formatura dos americanos.
O tom do desfile da M.Officer desta temporada é todo indígena. Da música de Marlui Miranda à modelo Suyane, fazendo a ponte da cultura dos índios com a dos europeus. Para Carlos Miele, o resultado é uma moda mestiça, com sensualidade à flor da pele. Transparências, rendas e muito brilho nos vestidos decotados, nas minissaias e tomara-que-caia.
Já Glória Coelho, da G, foi buscar inspiração nas estrelas e mostra roupas para uma astronauta moderna, prateada, metalizada. Elásticos marcam a estrutura das roupas, em formas que se inspiram nas capas de sofá. Mas sem exagerar nos volumes.
Novos tempos na Ellus, que em sua coleção feminina mira nas meninas. Algo assim uma adolescente em busca de um estilo próprio. E por isso as roupas têm cara de fui-eu-que-fiz, com todos os acabamentos manuais, os bordados. Aliás, customizar é o verbo da vez.
A jornalista Karla Matida viajou a São Paulo a convite da organização do evento


