A todo vapor
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de março de 2011
Elaine Souza <br> Reportagem Local 
A cada atuação frente às câmeras, Lidi Lisboa imprime seu jeito de atuar e surpreende o meio artístico mostrando dinamismo e dedicação. Na Rede Globo ela abocanhou vários trabalhos, entre eles nas novelas ''A Padroeira'', ''Paraíso'' e ''Paraíso Tropical'', além de participações em ''Malhação'', ''Sítio do Pica-Pau Amarelo'', ''Faça sua História'', ''Casos e Acasos''. Integra ainda, no cinema, o elenco do filme ''Bróder'', lançado em novembro de 2010, ao lado de nomes de pesos como Caio Blat, Cássia Kiss e Ailton Graça. Ela se prepara para viver uma presidiária na novela ''Insensato Coração''.
''Já fiz alguns curtas, mas trabalhar num longa, junto de um elenco tão bom, foi fantástico. Cinema é um amor intenso, que requer um tempo maior para se preparar. Senti que as pessoas se doam mais. Como também sou intensa, adorei fazer esse trabalho, visto que também era um grande sonho estar no cinema'', disse.
De ''new look'' - o que inclui a cabeleira mais arrojada -, Lidi adianta um pouco de sua mais nova personagem. ''Vou interpretar Catia, uma presidiária. Estou no mesmo núcleo que Glória Pires e Cristiana Oliveira. Minha estreia será no capítulo 50 (na próxima semana). Quanto ao meu novo visual, estou amando, principalmente porque a franja está em alta e afina o rosto'', comenta.
Embora hoje seja dona de uma carreira conhecida na televisão brasileira, o início foi duro. Lediane foi criada pelos bisavós, num pequeno sítio na cidade de Guaíra (Oeste). A moça, nascida em 13 de agosto de 1984, nunca conheceu o pai. A mãe a deixou no Paraná e seguiu para São Paulo em busca de um trabalho melhor. Aos oito anos ela foi morar com a mãe na Capital paulista. Aos 12 anos começou a estudar teatro.
Trabalhando também como modelo, aos 15 anos foi aprovada no teste para integrar o elenco da novela ''Um Anjo Caiu do Céu'', mas um juiz da infância proibiu sua atuação por considerar o papel inadequado para sua idade. Depois disso, amargou outra dura fase. Após atuar em ''A Padroeira'', Lidi não teve seu contrato renovado. Saiu do Rio por não conseguir se sustentar e voltou a morar em São Paulo. Lá trabalhou de bartender em uma boate. ''Na época briguei com a minha mãe e não tive mais o apoio dela. Passei por um momento muito difícil, ganhava R$ 25 por noite como bartender'', lembra.
Convocada a voltar ao mundo dos holofotes, Lidi nunca mais caiu no esquecimento. ''Ser atriz era um sonho e até hoje fico nervosa. Com o tempo vamos nos adaptando melhor às exigências de luz, câmera e tudo que está a nossa volta. Com certeza a gente vai lidando com um pouco mais de consciência, ainda mais que sou muito crítica quanto ao meu trabalho. Assisto às minhas atuações e fico maluquinha'', conta.

SAIBA MAIS
Lidi, por ela mesma
Segredo de beleza - ''Dormir bem, beber muito chá, comer o suficiente e dar muita risada''
Essencial - ''Não vivo sem estímulo, sem foco''
Mania - ''Não tenho, mas confesso que gostaria de ser mais organizada''
O melhor da infância - ''A natureza, as mangas, bananas, mexericas, maças e a horta do sítio. O nascer e o pôr do sol, o ar puro e as árvores''
O último livro que leu - '''O que é religião', de Rubens Alves''
Perfume - ''Não costumo revelar, mas uso o Lolita Lempicka''
Religião - ''O outro de mim mesmo''
Programa de TV - ''Filmes, documentários e novelas''


