Pode-se arriscar que de toda safra de novas modelos que vêm bebendo na fonte do sucesso, Viviane Orth seja uma das que mais bem represente esse grupo. Sua bem-sucedida carreira é a maior prova disso.
A vocação para as passarelas foi despertada aos 13 anos. Foi nesta idade que Vivi - como é chamada pelos íntimos e pelo público - saiu de Toledo (Oeste) rumo a São Paulo.
O início de sua trajetória, como ocorre na vida de quase 100% das modelos, foi, segundo ela, cheio de obstáculos. ''As dificuldades foram muitas! Acho que a pior de todas é ter que virar adulta do dia para a noite. Ter uma postura de mulher madura sendo que eu ainda era muito jovem'', conta.
Depois de três anos modelando na capital paulista, a paranaense foi trabalhar em Paris. Na cidade que vive e respira moda, a jovem conheceu John Galliano, na época estilista da Dior, que a elegeu para ser sua modelo de prova. Não demorou muito para que ele a inserisse em sua seleta lista de queridinhas.
''Galliano teve muito peso no meu crescimento profissional. Ele foi meu grande professor. Trabalhar com ele me fez aprender muito. A alta-costura é uma arte que tem que ser interpretada corretamente, e ele me ajudou muito nisso.''
Uma vez em Paris, a top se consagrou desfilando para Louis Vuitton, Lanvin, Fendi e Alexander McQueen. ''Minha carreira realmente decolou quando abri o desfile da Dior. Acho que foi aí onde tudo começou a engatar. Logo depois fui exclusiva da Calvin Klein em Nova York. E começou a correria. Cheguei a fazer mais de 90 desfiles em NY, Milão e Paris'', lembra.
Por causa desses célebres trabalhos, a modelo, hoje com 21 anos, passou a ser ''onipresente'' nas melhores semanas de moda do mundo. No Brasil, também é uma das mais requisitadas, sendo sempre presença certa na São Paulo Fashion Week e Fashion Rio. No auge da carreira, Vivi Orth causou espanto ao declarar recentemente que já pensa em se aposentar dos desfiles e dedicar-se mais aos trabalhos comercias.
''Já trabalho há 8 anos e os desfiles são realmente desgastantes. Sei que ainda é muito cedo para parar com os desfiles, mas quero diminuir a quantidade e me focar mais em trabalhos comerciais.''
Na infância, a menina evangélica que adorava jogar bola na rua, subia em árvores e brincava de esconde-esconde, sonhava em ser missionária e queria levar sua religião para a África. Hoje ela não pensa mais nisso, mas também não descarta esta hipótese daqui alguns anos.
Sobre seu estado de origem, Vivi não enonomiza elogios. ''Tenho muito orgulho de ser paranaense. Nosso Estado é abençoado! Sinto muita falta da vida tranquila e menos estressante. Tive a oportunidade de poder brincar na rua sem medo. Procuro ir sempre que posso para minha cidade, mas está cada vez mais difícil conseguir. Tento pelo menos duas vezes ao ano.''
É inacreditável - e de causar inveja na ala feminina - que a moça, majestosa em 1,80m de altura, 85cm de busto, 60cm de cintura e 90cm de quadril, seja fã de junk food e devore um chocolate todos os dias. ''Sou apaixonada por junk food mesmo! Não resisto a um bom cheeseburger. Mas também tomo cuidados com a beleza. Procuro sempre cuidar do cabelo, corpo e pele. Não durmo de maquiagem de jeito nenhum e passo protetor solar sempre. Meu cabelo precisa de cuidados semanais, como uma boa hidratação'', revela.
Vivi é uma jovem movida pela fé. Orgulhosa de ter conquistado tudo que conquistou até agora, mas ciente de que ainda pode ir mais longe, não consegue dormir e levantar sem antes conversar com Deus. ''Ele está sempre comigo'', enfatiza. Dona de 17 tatuagens - que já foram motivos de muitas queixas e até perda de trabalhos por estarem muito aparentes -, a modelo que adora rock, em especial as bandas Nirvana, Guns'n Roses e Pearl Jam, segue grata a tudo que a profissão lhe proporcionou.
''Em especial foram as viagens. Conheci lugares que jamais teria acesso se não fosse pela minha profissão. No entanto, também há o lado difícil, que é manter-me forte o tempo todo. Ter que viajar para vários lugares sem muitas vezes nem conseguir dormir, e ainda assim precisar estar com uma cara boa para poder fotografar'', diz ela, que ainda sonha em ser fotografada por Steven Meisel, um dos fotógrafos mais importantes da atualidade. Em se tratando de Vivi Orth, isto é apenas uma questão de tempo.

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