O londrinense Fernando Henrique Frederico Botelho, 42 anos, quer ajudar a mudar a sorte de milhares de brasileiros que, como ele, sofrem de cegueira. O paranaense foi vencedor, este ano, do Prêmio Empreendedor Social de Futuro, concurso realizado pela Folha de S. Paulo e Fundação Schwab. É o reconhecimento por um importante projeto criado por Fernando, o software F123, que torna mais simples e muito mais barata a inclusão digital, social, educacional e profissional de pessoas que não conseguem enxergar. É um dos prêmios mais concorridos do mundo na área de empreendedorismo socioambiental. Os candidatos passam por várias etapas, incluindo análise do produto, visitas e entrevistas a familiares, amigos e financiadores. ''Foi mais fácil ganhar o green card nos Estados Unidos do que ganhar esse prêmio'', resume, com bom humor, o criador do F123.

Setecentas pessoas já utilizam o programa, mas para o ano que vem Fernando pretende colocar a novidade nas mãos de cinco mil cegos ou portadores de baixa visão que vivem em países de língua portuguesa, inglesa e espanhola. O F123 tem preço muito abaixo do valor do software para deficiente visual mais vendido nas lojas brasileiras. A versão mais barata do programa criado pelo londrinese custa R$ 250. Enquanto que apenas um leitor de tela (uma das várias ferramentas ofertadas pelo F123) é vendido no mercado com preço entre R$ 1.600 e R$ 4.500.

''É uma solução completa. O programa já vem com tudo adaptado para ser o mais eficiente possível para pessoas com deficiência visual'', conta Fernando.


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