Final de ano. Um ano bem complicado. De grandes provações e grandes aprendizados. O mundo está em crise? Diriam os sábios que sempre esteve. Em toda história da humanidade, sempre existiram as guerras, os conflitos em busca de poder. Dá para perceber que o poder é um veneno forte e inebriante. Quem prova dele fica egoísta automaticamente. Esse abuso de poder pode vir até do porteiro que cuida de um prédio bem apanhado ou dos guardas que ficam atrás das portas corta-fogo dos bancos.
O abuso de poder começa cedo. Dentro de casa. Quando a mãe ou o pai querem, dão a primeira bola ou a primeira boneca aos filhos. O filho tem que ser macho e a filha Amélia. Não existe opção na maioria das casas brasileiras. O indivíduo cresce com essa raiva de ter feito coisas que não queria e aí se vinga na primeira oportunidade que tem. Muitas vezes, essa vingança vem ainda no período do maternal. E por aí vai a história que todos conhecem muito bem. O momento não é propício para acovardamentos e entrega aos abusos de poderosos. É, sim, hora de fazer o que se tem na cabeça e no coração.
Esse é um papo batido, mas como em tudo na vida, só a repetição provoca o aprendizado. Ao perceber que a linha entre a vida e a morte é muito tênue, faça uma mudança radical em suas atitudes. Faça desta semana um momento de suas vontades. Só fale com quem tiver vontade, só faça coisas que lhe dêem prazer e aproveite a dádiva de acordar e ver a beleza que a primavera nos mostra todos os dias. Já é um bom começo priorizar o prazer de estar vivo.

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