A bela que é fera
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de agosto de 2001
Karla Matida<br>De Cambé 
Houve um tempo em que para ser uma Miss com todas as letras, era preciso muito mais do que ser bonita e simpática. Era preciso também ler o livro ''O Pequeno Príncipe'', de Saint-Exupéry, ou pelo menos dizer que tinha lido. A regra era tão geral, que acabou até virando piada nacional. Mas agora, ufa, vivemos novos tempos. A bela Marina Amano que o diga.
Eleita Miss Nikkey Londrina 2001, Marina não esconde a beleza nem mesmo a simpatia. Talvez ela também tenha lido o livro de Exupéry, mas o dia-a-dia de Marina não nega; a garota é uma miss das mais modernas. As 16 anos, ela é faixa preta de caratê, com direito a troféus e prêmios nacionais, já foi apresentadora de um programa de televisão e hoje é vocalista de uma banda de rock.
Se a combinação passarela e tatame soa um pouco confusa, ela avisa logo que a dedicação ao caratê surgiu muito antes do que os dias de modelo e miss. Foi aos nove anos que ela aprendeu os primeiros golpes e de lá pra cá não parou mais. ''Já fui campeã brasileira pela Liga de Caratê'', conta Marina, que não tem medo de se machucar, apesar de ser vaidosa. ''No caratê, se machucar o adversário não é ponto'', explica a miss-carateca, que se preocupa mesmo é em cuidar da pele.
''Lavo sempre meu rosto com sabonete especial e nunca, nunca mesmo durmo de maquiagem'', ensina Marina, que traz nos olhos levemente amendoados a herança genética dos ancestrais paternos. E por conta dessa ''metade'' nipônica, Marina está prestes a voltar às suas origens. Em outubro, ela participa de uma seleção de modelos para trabalhos fotográficos no Japão.
Logo após ter ganho a faixa de Miss Nikkey Londrina, em junho, Marina foi convidada por uma das juradas, uma agente de modelos de São Paulo, para desfilar na capital paulista para Kenzo e Ralph Lauren. ''Eles procuravam modelos com traços orientais'', lembra Marina, que se formou este ano no curso de modelos da CDI/Vida Ativa, de Cambé. É a mesma agente paulistana que anda incentivando a carreira internacional da garota.
''Eu penso em ficar por lá no máximo dois anos'', planeja Marina, que já sabe o que fazer com o dinheiro ganho na terra do Sol Nascente. ''Volto para gravar um CD com a minha banda'', garante a vocalista da Meia Tribo. Para ela, cantar é a paixão que fala mais alto do que as passarelas e o tatame.


