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sábado, 06 de julho de 2013
Geraldo Bessa<br>TV Press 
Amadurecer é uma prova de fogo para qualquer adolescente. Principalmente, a passagem para os 20 anos, onde, além de traçar rumos profissionais, é preciso encarar as dificuldades do cotidiano de frente. De forma antagônica, aos 19 anos, Malu Rodrigues vivencia esse momento de crescimento pessoal e profissional dentro e fora da tevê. Na pele da despojada Bia, de "Tapas & Beijos", na Globo, a atriz mergulha no universo de uma jovem que demorou a entender a separação dos pais e a aceitar uma nova madrasta, mas que agora começa a trabalhar para garantir seu sustento. Fora dos estúdios, a atriz lida com as incertezas da profissão que escolheu. "Apesar de termos a mesma idade, minha personagem sempre foi mais imatura do que eu. Sempre tive foco nas escolhas e nas oportunidades profissionais que apareceram. Ela agora está passando por isso. E olha que legal, assim como eu, através do canto", ressalta.
A empolgação de Malu com as novas nuances de Bia na terceira temporada do seriado é evidente. Tudo porque, além de trabalhar no restaurante de Chalita, de Flávio Migliaccio, a personagem começou a cantar na La Conga, boate nada comportada e comandada por seu pai, Jorge, de Fábio Assunção. "Foi uma brincadeira do (autor) Claudio Paiva e do (diretor) Maurício Farias. Eles foram me assistir no teatro e me perguntaram se eu conseguiria cantar fora do contexto de um musical. Respondi: canto qualquer coisa", explica, aos risos. No caso de Malu, a intimidade com falsetes, graves e agudos vem desde a infância. E se intensificou com a ajuda dos "papas" dos espetáculos musicais em terras brasileiras, Charles Möeller e Claudio Botelho, que já a dirigiram em versões premiadas de clássicos como "O Despertar da Primavera", "A Noviça Rebelde", "Um Violinista no Telhado" e, mais recentemente, "O Mágico de Oz". "Minha prioridade sempre foi a música, em especial, os musicais. Mas não é por isso que eu vou fechar as portas para outras formas de atuação", analisa.
Incentivada pela família e pelo meio teatral, Malu começou a fazer testes para a tevê e estreou no especial "O Pequeno Alquimista", de 2004. Na sequência, atuou em pequenos papéis em séries como "JK" e novelas como "Três Irmãs". Até que seu rosto angelical e olhos profundamente azuis foram vistos pela produção de "Tapas & Beijos" e considerados perfeitos por se assemelharem ao perfil de Fábio Assunção. "É uma delícia fazer parte da série. Fui chamada para apenas uma participação. Mas outras cenas foram aparecendo e fui ficando", valoriza. O esquema de gravação de "Tapas & Beijos", inclusive, é outro ponto que chama a atenção de Malu. Por gravar apenas de segunda a quinta, a atriz está sempre livre nos dias mais tradicionais do teatro. "Raramente gravamos às sextas. E mesmo que tenha alguma cena por fazer, a equipe é muito gentil comigo e me libera", confidencia.
Dedicada apenas ao seriado no momento, Malu vem de um primeiro semestre bem conturbado, onde teve de conciliar as gravações nos estúdios do Projac no Rio de Janeiro com as apresentações de "O Mágico de Oz", em São Paulo, e as filmagens de "Confissões de Adolescente", longa de Daniel Filho inspirado na série dos anos 1990. "É mais um trabalho que aborda o amadurecimento, só que de forma mais crua e realista", adianta. O filme, que deve estrear até o final do ano, revelou para Malu um novo processo de trabalho. "O Daniel queria algo bem natural e espontâneo. Sendo assim, a gente chegava no set, lia o roteiro e filmava. Sem muito ensaio ou estudo. Foi um aprendizado difícil, mas interessante", elogia a atriz, que já torce pela possibilidade de uma quarta temporada de "Tapas & Beijos" e planeja sua volta aos musicais no ano que vem. "Sou muito nova. Tenho mais é que trabalhar", destaca, com sorriso no rosto.


