TRE aposta em parceria com universidades para garantir mesários para eleições


Guilherme Marconi - Grupo Folha
Guilherme Marconi - Grupo Folha

A pouco mais de três meses das eleições municipais adiadas para os dias 15 e 29 de novembro, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) reforça a divulgação da campanha para cadastrar mesários voluntários em uma parceria com as universidades a fim de poder dar conta de toda logística para realização do pleito nos 399 municípios do Estado. 


TRE aposta em parceria com universidades para garantir mesários para eleições
Divulgação/TRE
 



Segundo informações obtidas pela FOLHA, por conta da pandemia do Covid-19 alguns voluntários que  já participaram das eleições em 2018 tiraram os nomes da lista. Isso porque muitos não têm condições de participar neste ano, seja por estarem no grupo de risco ou por serem profissionais de saúde que estão na linha de frente da pandemia. Por isso, a ideia da Justiça Eleitoral é investir nos estudantes. Oficialmente, o TRE não divulgou o número de desistentes. Em Londrina, por exemplo, são necessárias cinco mil pessoas, entre mesários e apoio logístico, para a realização da eleição em cada turno. Entretanto, até agora os cartórios fecharam 70% da mão de obra necessária. 


Em entrevista à FOLHA, o presidente do TRE, o desembargador Tito Campos de Paula, informou que o projeto Universidade Amiga quer estimular a participação dos estudantes para poder aumentar o número de mesários. Para incentivar a adesão, o TRE oferece certificado de 30 a 60 horas extracurriculares para alunos das universidades conveniadas que se inscreverem.  "Contamos com esses mais de 400 mil estudantes universitários e estamos trabalhando fortemente nisso. Mas temos outros voluntários fora dessa comunidade que podem se inscrever no cartório eleitoral."


RISCO

Questionado sobre o risco iminente de faltarem mesários, o presidente do TRE negou essa possibilidade. "Se chegar a esse extremo, poderíamos convocar obrigatoriamente. A ideia é sempre trabalhar com esses voluntários nesses projetos para substituir aquela cultura antiga decorrente da lei. A gente sempre diz que o ideal é trocar a convocação pela convicção, que o mesário venha colaborar com a democracia. É um aprendizado, é importante a participação desse jovem no processo político", ressaltou Campos de Paula. 


Segundo o presidente do TRE, além das questões de segurança técnica da urna eletrônica e as situações usuais de prevenção contra os crimes eleitorais, neste ano há a preocupação extra com a questão sanitária para proteção de eleitores e mesários. "Estamos junto com o TSE traçando um plano uniforme para garantir essa segurança ao pleito". 


Para a atividade de mesário os estudantes das universidades parceiras passarão por treinamento, que neste ano será fornecido na modalidade on-line. "Estamos investindo nos treinamentos para garantir agilidade na hora do voto. O treinamento para localizar o nome do eleitor na listagem, e as orientações corretas. Isso poderá garantir 10 a 15 segundos a menos por eleitor. Multiplicando isso, você tem uma dimensão menor das filas e evita aglomerações." 


Até agora, 18 universidades firmaram o convênio no Estado, sendo sete até agora com sede em Londrina: Faculdade Londrina; Pitágoras, Positivo, PUC-PR; Sul Americana, Unicesumar e UEL (Universidade Estadual de Londrina).  Além das horas extracurriculares, todo mesário tem direito à dispensa do serviço pelo dobro dos dias prestados à Justiça Eleitoral, auxílio-alimentação para o dia da eleição e vantagem de desempate em concursos públicos, entre outras vantagens. 

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