MP mira financiamento irregular de campanha em Jataizinho


Guilherme Marconi - Grupo Folha
Guilherme Marconi - Grupo Folha

O Ministério Público do Paraná cumpriu na manhã desta quinta-feira (5) quatro mandados de busca e apreensão no município de Jataizinho (Região Metropolitana de Londrina) em investigação sobre possível financiamento irregular de campanhas do candidato a prefeito Claudinei de Oliveira Cabral (PL), conhecido como Dim Dim– que atualmente é o presidente da Câmara Municipal – e de candidatos a vereadores da cidade.


MP mira financiamento irregular de campanha em Jataizinho
arquivo FOLHA
 


A ação é coordenada pela 3ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, que tem atribuição na área eleitoral. De acordo com as apurações, um médico que atua no hospital particular São Camilo (mas que também atende pelo Sistema Único de Saúde) de Jataizinho estaria repassando valores a pessoas que se comprometeriam a trabalhar para as candidaturas suspeitas. A promessa era de que metade do pagamento seria feito após as eleições, no caso de vitória dos candidatos. Além dessa prática, há indicativos de que o profissional de saúde também estaria financiando as referidas campanhas de outras formas, o que está sendo apurado.


Os mandados foram cumpridos no hospital em que o médico trabalha – local onde os pagamentos estariam sendo efetuados –, na residência do médico Luiz Sato e da esposa Rosália Sato (também alvo da operação e que é presidente do partido político do candidato que estaria sendo ilegalmente financiado), na residência de um funcionário do hospital, que também teria participação no esquema, e no comitê de campanha do partido político do candidato a prefeito. Foram apreendidos documentos, celulares, computadores e cerca de R$ 281 mil em dinheiro. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 80ª Zona Eleitoral de Ibiporã. Se comprovados os crimes eleitorais, poderão ser adotadas medidas judiciais contra a candidatura de Dim Dim e dos vereadores por abuso de poder econômico e politico.


A FOLHA ligou na Câmara Municipal e no celular do candidato, mas não ele preferiu não conceder entrevistas. O advogado Jadson Molina, que atua na defesa do médico e da esposa, disse que ainda não teve acesso aos autos com o teor da denúncia. Ele informou ainda que não há nenhum tipo de materialidade que comprove os fatos. "O único fato concreto que ocorre é que o médico, diretor do hospital particular, não recebe há três meses repasses da prefeitura no contrato firmado com atual prefeito - Dirceu Urbano (PSC) - referentes ao pico da pandemia. O que pode ser é uma retaliação dessa movimentação na denúncia." Dirceu Urbano, candidato à reeleição, não foi encontrado pela FOLHA. 

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