ELEIÇÕES 2020 -

Após perderem nas urnas, vereadores de Assaí reduzem salários para 2025


Guilherme Marconi - Grupo Folha
Guilherme Marconi - Grupo Folha

A Câmara Municipal de Assaí (Região Metropolitana de Londrina) deve retomar na próxima terça-feira (1º) a segunda discussão do projeto de lei que prevê a redução dos salários dos vereadores de R$ 6.193,00 para R$ 1.490,00 a partir de 2025. A proposta foi aprovada em primeiro turno na última sessão, na terça-feira (24), oito dias após as eleições municipais no dia 15 de novembro. Os atuais parlamentares que aprovaram o texto reduzindo os vencimentos não foram reeleitos. As eleições em Assaí provocaram uma situação única e inédita na cidade com renovação de 100% das cadeiras no Legislativo. 

 

Após perderem nas urnas, vereadores de Assaí reduzem salários para 2025
Arquivo Folha
 



Além da redução dos salários, o projeto de lei aprovado em primeiro turno propõe suprimir cargos comissionados e orçamento para diárias de vereadores a partir de 2025. Na prática, extingue os únicos dois cargos em comissão na estrutura administrativa da Câmara Municipal.


O atual presidente da Casa, Amarildo Aparecido Correia, o Amarildão (PSB), nega que a medida seja uma represália por conta do fracasso dos atuais parlamentares nas urnas. "Não tem nada a ver com a nossa não reeleição. Respeitamos a opinião pública e o clamor das urnas. Houve o pedido de renovação que a maioria dos candidatos pregou. Alguns candidatos usaram de demagogia, que deveria haver mudanças. Então, por isso, respeitando a opinião pública, decidimos baixar os salários para 2025". 


Mesmo refutando represália, o presidente da Câmara reconheceu que caso os vereadores eleitos para 2021 queiram manter os salários atuais, eles terão que arcar com o ônus da recomposição dos próprios salários. "A próxima legislatura poderá recriar tudo isso. A gente só vai entregar a Casa como eles trabalharam durante a campanha. Como a população entendeu isso, então nós fizemos". Amarildão disse que irá se candidatar para a Câmara em 2024, mesmo com a queda drástica no valor do subsídio. 


CAMPANHA 

Vereador eleito  para o próximo quadriênio, Alessandro Torquato (PSB) admitiu que durante a campanha pregou a redução de salários. "Eu sou totalmente a favor. Na verdade, eles já fizeram um grande trabalho para mim e para a sociedade de Assaí. Já tinha proposto a ideia de um salário mínimo e sabíamos que enfrentaríamos dificuldade para baixar", afirmou o policial rodoviário federal eleito em primeiro lugar, com 464 votos. 


A FOLHA tentou contato com outros parlamentares eleitos, mas eles fugiram da polêmica sobre o debate da redução de salários a partir de 2025. "Eu não conversei com os demais vereadores eleitos sobre isso. Se depender de mim não vai subir mais não", disse Torquato. Questionado sobre a renovação de 100%, o vereador afirmou que foi uma resposta do descontentamento do eleitorado. "Não foram reeleitos porque o povo estava indignado com tantas questões mostradas, como a questão de diárias usadas. Não foi só a questão do salário. O povo deu a resposta nas urnas", concluiu. 


Dos atuais nove vereadores, sete tentaram sem sucesso a reeleição, Michelle Morikawa (CDN) não disputou a reeleição e o vereador Antônio Gavião (MDB) tentou o cargo de prefeito em Assaí, mas ficou em quarto lugar,  com 7,14% dos votos válidos.

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