Zelo excessivo pelos filhos pode prejudicar desenvolvimento
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quinta-feira, 02 de maio de 2013
Redação FolhaWeb 
Sempre dizem que quando nasce um bebê, nasce uma mãe. E que com ela nasce também a necessidade de proteção. Desde o primeiro momento, a mulher sente o desejo de zelar pelo seu bebê, que chega ao mundo tão indefeso e dependente. É indiscutível a importância da presença materna, especialmente nos primeiros meses e anos de vida, mas é preciso ter cuidado para não ''exagerar na dose''. Especialistas alertam que a superproteção pode trazer consequências negativas ao futuro da criança.
''Crianças superprotegidas pelos pais muitas vezes não desenvolvem autoconfiança e autoestima. Isso é muito prejudicial, pois podem se tornar adultos sem iniciativa, criatividade, pouco independentes e, às vezes, até agressivos'', alerta a psicóloga clínica Annie Wielewicki, de Londrina.
Ela destaca que, conforme a criança vai crescendo, é preciso ensiná-la a fazer as coisas por si. ''Isso começa em situações rotineiras, como se alimentar e se vestir. No início, a mãe tem que fazer tudo pela criança. Com o passar do tempo deve fazer as coisas junto e depois deixar que ela faça sozinha'', orienta.
Um ponto negativo é que muitas mães tentam - a todo custo - evitar a frustração de seus filhos. Com isso, tornam-se superprotetoras e até mesmo permissivas. ''Algumas mães chegam a fazer as tarefas escolares para evitar que a criança cometa erros. Isso não está certo. É preciso dizer não e impor limites desde muito cedo'', aponta.
A superproteção é encarada por algumas mães como uma forma de demonstrar amor aos filhos. Isso, porém, não corresponde à realidade. ''É preciso preparar a criança para a vida. Uma hora ela terá que enfrentar sozinha a escola, o trabalho e outras situações'', defende a psicóloga.
Leia a matéria completa da repórter Paula Bonini, exclusiva para assinantes FOLHA.
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