Paulo WolfgangDevido ao seu elevado teor de carboidratos, a banana é um precioso energético

Lembrada em muitos canções e versos, a banana é tão brasileira quanto o samba, o carnaval e a cachaça. ‘‘Banana menina, tem vitamina’’, diz a marchinha de João de Barros (Braguinha), de 1937. Mas, um século antes, o poeta Casimiro de Abreu também recordava a aurora de sua vida à sombra das bananeiras no poema ‘‘Meus Oito Anos’’.
Produzida em terras tupiniquins em todas as variedades - nanica, prata, maçã, ouro e muitas outras - a banana além de ser uma das frutas mais baratas é também rica em vitaminas e sais minerais. Para se ter uma idéia de seu poder energético, 100 gramas contêm 25,4 g de carboidratos, 2,39 g de proteínas, 0,2 g de lipídios e 97 g de calorias.
Segundo a nutricionista Lilian Lourenço, a banana é um dos primeiros alimentos sólidos recomendado para os bebês. ‘‘É uma fruta rica em potássio e calorias. Em se tratando de atletas ou pessoas que realizam muitas atividades físicas, seu consumo é indicado para suprir adequadamente o potássio perdido através da transpiração, bem como para repor as energias’’, explica Lilian.
A nutricionista informa ainda que as bananas prata e d’água são as que possuem maior quantidade de potássio. ‘‘No entanto, a fruta é contra-indicada para diabéticos devido ao seu alto teor de açúcar e também para pessoas com problemas renais. Já os obesos devem consumi-la com moderação’’, alerta a nutricionista.
O médico cardiologista Luiz Carlos Miguita costuma indicar o consumo de banana e laranja aos seus pacientes. ‘‘Pessoas hipertensas e com problemas cardíacos fazem uso de diuréticos. Isso provoca a eliminação de potássio e de outros minerais. O consumo dessas frutas visa a compensação da perda. Isto porque a carência de potássio afeta o funcionamento elétrico do coração, causando alterações no ritmo cardíaco’’. O médico esclarece que a banana não tem ação direta sobre o coração. ‘‘Ela é importante como suplemento de sais minerais. Dizer que quem come uma banana por dia nunca terá problemas cardíacos, não corresponde à verdade’’, afirma Miguita.

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