Xô dificuldade de aprender
A dificuldade em aprender matemática, somada à vergonha de tirar as dúvidas com a professora fizeram com que Kauã Jorge Simões, de 10 anos, precisasse de reforço escolar em matemática no ano passado. "Quando eu perguntava alguma coisa o pessoal 'zuava', aí eu ficava com vergonha e não perguntava mais", conta o garoto. Sua mãe, a secretária Camila Andressa Antunes Jorge conta que o menino já apresentava alguma dificuldade, mas a esperança era de que ele conseguisse superar sozinho.
"Ele já tinha feito algumas aulas particulares no ano anterior, mas no ano passado a professora sinalizou a necessidade, as notas estavam ruins e além do reforço na escola, optamos por aulas com outro professor também. A professora dele passou o conteúdo para ser trabalhado nas aulas particulares e ele estudava antes de ir para a aula. Para ele foi bom ir para a escola já sabendo o que seria estudado", afirma.
"Achei melhor só eu e o professor. Ele ensina de um jeito legal e acho que assim aprendo melhor", garante Kauã.
Para Camila, depois que o filho passou de ano com dificuldades, a meta é que agora, no 6º ano do ensino fundamental, o menino tenha acompanhamento desde o início. "Ele conseguiu passar com a média mínima, então aceitou bem esse acompanhamento. Mesmo assim foi muito válido porque percebemos que até nas outras disciplinas as notas melhoraram. Ele aprendeu a estudar", diz.
DEFICIT AUDITIVO
Graças a sua experiência profissional, a fonoaudióloga Karina Julienne Oliveira Souza percebeu que a filha Gabriela Souza Brancaglião de Jesus, de 9, precisava de reforço escolar. A menina tem Deficit do Processamento Auditivo Central (Dpac), o que causa dificuldades de aprendizagem.
"Do 3º para o 4º ano percebemos que ela apresentava dificuldade de leitura e escrita e também trocava letras. Conversamos com a professora e decidimos que a Gabriela precisava de atenção especial. Ela começou a fazer reforço na escola e também aulas particulares de português", explica.
Na escola, segundo a mãe, o atendimento era mais direcionado ao conteúdo escolar e nas aulas particulares foi feito um atendimento específico, com jogos e fichas de leitura. "A Gabriela não chegou a ter problemas com as notas e está muito bem agora. Tanto que iremos avaliar a necessidade das aulas de reforço agora no 5º ano", diz Karina.
Já Gabriela acredita que não será necessário novas aulas. "Eu tinha dificuldade, mas tinha vergonha de perguntar porque as outras crianças dão risada. Agora estou muito melhor, não preciso mais de reforço." (E.G.)






