A compra de materiais escolares já faz parte do orçamento anual de muitas famílias. No entanto, os gastos com a famosa "listinha" acabam, muitas vezes, ultrapassando o previsto e pesando no bolso. Medidas simples porém, podem gerar grande economia.

O primeiro passo é "resgatar" cadernos, lápis, caneta e outros artigos que foram utilizados no ano anterior, mas que ainda apresentam boas condições de uso para o período letivo que vai iniciar. "Só nessa separação (de materiais com sobra) a economia pode ser grande", orienta Edward Cláudio Junior, educador financeiro da Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar (Dsop), empresa de consultoria especializada em educação financeira.

A compra feita em grupos de pais pode ser muito vantajosa. Segundo o educador uma lista individual pode sair aproximadamente R$ 300. "Caso 10 pais reúnam-se para fazer uma compra, são R$ 3 mil. A papelaria provavelmente dará um desconto e todo mundo sai ganhando", exemplifica.

Outra ferramenta que deve ser explorada, visando economia, é a pesquisa dos preços. Procurar regiões da cidade em que existam mais de uma loja especializada na venda de materiais pode facilitar as coisas. A presença de concorrentes diretos nas proximidades pode resultar em melhores preços e condições de pagamento, observa o educador financeiro.

Cláudio Junior lembra também da presença dos filhos durante a compra. Conforme ele, levar os filhos em papelarias pode ser um risco. "Se for uma criança pequena, vai querer comprar o material de acordo com o personagem famoso ou algo que o interesse e os pais acabarão pagando um preço elevado só por uma capa então é melhor que o filho fique em casa", exemplifica.

O mesmo não se aplica para filhos que já têm certa "consciência financeira". O educador opina que, se o estudante já tem maturidade para lidar com o consumo, sua presença passa a ser importante. "Se o filho tem consciência quanto a gastos, os pais podem sugerir que a economia feita durante a compra seja revertida em outras ações, como a escolha do local das férias. Essa troca pode funcionar muito bem".

Outra maneira de garantir economia, segundo Cláudio Junior, pode ser comprar materiais suficientes apenas para o primeiro semestre, uma vez que, entre os meses de setembro e outubro o preço de itens escolares costuma ficar mais em conta.

Na hora de realizar o pagamento, a orientação é a tentativa da modalidade a vista. Se isso não for possível passa a ser importante que se evite a utilização de cheque especial, pois os juros costumam ser mais elevados.

Para o empresário Álvaro Loureiro Junior, da Dínamus Papelaria, é fundamental que os pais encontrem o equilíbrio na hora de adquirir a lista de materiais.

Ele também orienta que, se o pai tiver o interesse em economizar, deve evitar cadernos licenciados e optar pelos de capas sem grandes marcas. Nos lápis de cor o ideal é analisar a espessura da mina (o conjunto madeira mais grafite) do produto. "Lápis com preços muito mais em conta têm a mesma mina de um de marca conhecida e o pai acaba pagando mais pela marca."

Loureiro Junior pondera que apesar das dicas, os filhos precisam sentir-se motivados na volta às aulas. Para isso, comprar materiais que os agrade é parte do processo. "Se o pai tem condições de investir é bom agradar a criança, ou então, tentar equilibrar a lista com os desejos dela, que chegará à escola mais animada", opina.

Transporte
Um gasto comum para boa parte das famílias é o com o transporte escolar. Para economizar, além de uma possível pesquisa de preços entre os prestadores desse serviço, Cláudio Junior segere o rodízio com outros pais com filhos na mesma escola e que morem próximas ou no mesmo condomínio. "Isso vai economizar dinheiro, possibilitar que os filhos se socializem com os amigos, sem falar, principalmente, no tempo que a criança costuma esperar dentro de uma vã enquanto busca outros alunos".

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| Foto: Fotos: Shutterstock
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Outra maneira de garantir economia é comprar materiais suficientes apenas para o primeiro semestre
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