Você tem mania de quê?
As pessoas que sofrem de TOC não são violentas e não apresentam perigo para os outros, mas podem trazer prejuízos para si mesmas. Nessa hora é possível afirmar que a mania passou a ser obsessão. Os critérios psiquiátricos para o diagnóstico do TOC estabelecem um determinado número de horas do dia durante as quais a pessoa está envolvida com os pensamentos e rituais obsessivo-compulsivos, o quanto eles interferem na rotina ou nas ocupações e o grau de sofrimento envolvido, esclarece Zamignani. Os problemas para o doente vão desde físicos, devido ao uso excessivo de produtos de limpeza, até sociais e financeiros. Algumas compulsões tomam muito tempo da pessoa e atrapalham a vida normal. Alguém que tem compulsão por sombras pode passar horas no banho verificando suas sobras refletidas. Isso atrapalha a rotina da pessoa, explica Zilah.
Tratamento O tratamento do TOC geralmente se dá com medicamentos e acompanhamento médico e, muitas vezes, é necessário tratar toda a família. Isso porque os familiares, na maioria dos casos, sentem pena do paciente e acabam por transformar o problema em algo que traz vantagens para o doente, como maior atenção ou ganhos materiais. Os remédios ajudam a regular as atividades cerebrais que causam a angústia e os pensamentos obsessivos. A outra parte do tratamento é feita com o psicólogo ou terapeuta na tentativa de evitar que o paciente realize a compulsão quando tiver a obsessão. O tratamento tenta mostrar ao paciente que mesmo que ele não realize a atividade de lavar as mãos o tempo todo, por exemplo, ele não irá se contaminar ou adoecer, esclarece Zilah.
Outro trabalho que traz grandes melhoras no tratamento do TOC é a volta à rotina, garante Zamignani. A pessoa precisa entender que a compulsão não é tão importante assim para sua vida. Uma das formas de fazer isto é retomar as atividades que foram paradas por causa das obsessões. Nessa hora é muito importante a ajuda da família e de pessoas próximas do paciente, afirma o terapeuta. n





