Vizinhas e cúmplices
Na rua de Grasiele Biill, também em um condomínio da cidade, foi a curiosidade que aproximou os vizinhos. "Como as casas estavam em fase de acabamento. Uma queria ver o que a outra estava fazendo, qual material estava utilizando e acabamos nos conhecendo", conta. A afinidade entre as vizinhas foi tanta que as conversas à beira da porta logo deram início a jantares, pizzadas e churrascos. "Aqui a gente não empresta só uma xícara de açúcar uma pra outra: é sapato, roupa, colchão...", diz Josefina Camargo Stellbrink, vizinha de Grasiele.
A importância dos vizinhos é tanta, que uma das moradoras desistiu de mudar de casa para não ficar longe das novas amigas. "Tive que voltar para a casa dos meus pais, por seis meses, devido a um problema na família. Como a casa lá é grande, chegaram a me perguntar porque eu não ficava lá de uma vez. Gosto tanto daqui e dessa turma que acabei voltando. É muito bom saber que se pode contar com os vizinhos", relata Thais Baccaro.
"No lugar em que eu morava antes não era assim. Nunca imaginava que ia ser amiga das minhas vizinhas", diz Gisele Caldeira que garante: "Agora não abro mais mão." As vizinhas revelam ainda que a relação de amizade também se dá entre os maridos e explicam que a melhor parte desse relacionamento é poder compartilhar experiências. "Você pode morar no melhor lugar do mundo, mas se não tem amigos acho que a vida nunca estará completa", decreta Josefina. (B.Q.)






