VIVA BEM - Mamografia ou ultrassom?
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de março de 2016
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Mamografia ou ultrassom das mamas? Você já parou para pensar qual a diferença desses dois exames e o mais indicado para você? O mastologista Fábio Postiglione Mansani, diretor regional da Sociedade Brasileira de Mastologia no Paraná, explica que a mamografia é um exame de rastreamento, enquanto a ultrassonografia é um exame de diagnóstico, embora possa ser usada também como rastreamento em casos específicos.
"O exame de rastreamento é quando a pessoa não sente nada, por isso é usado como forma de prevenção. Já o exame de diagnóstico visa investigar alterações já detectadas. A mamografia é usada como prevenção secundária e deve ser feita pelas mulheres a partir dos 40 anos de idade. No caso daquelas onde há casos de câncer de mama na família a indicação do exame é a partir dos 35 anos. Mulheres com síndromes genéticas, como mutações de gene ligados ao câncer devem se submeter ao exame a partir dos 25 anos", explica.
Já a ultrassonografia, segundo Mansani, é indicada no caso de dúvidas sobre alterações detectadas na mamografia, mas também pode ser usada como forma de rastreamento para mulheres jovens ou como exame complementar no caso de mulheres com mamas densas. "Mamas densas seriam aquelas onde a quantidade de glândulas é maior do que a de tecido gorduroso, o que impossibilita uma adequada avaliação, podendo esconder a presença de lesões", diz o médico.
Mansani afirma que a decisão sobre o exame mais indicado para cada mulher vai depender da avaliação do mastologista, mas que a mamografia é o exame principal.
Próteses
Para as mulheres que têm próteses de silicone, o especialista diz que são indicados os dois exames. "A prótese não causa câncer, mas dificulta a avaliação, por isso os exames são indicados mesmo em mulheres jovens, que podem ter lesões escondidas. Com eles o médico também avalia a condição da prótese, vê se não houve algum vazamento", destaca.
Além das mulheres que já tiveram casos na família, o médico aponta que aquelas que passaram por radioterapia no tórax também devem buscar um especialista mais cedo. "Elas correm mais risco de desenvolver displasia mamária e, por isso, indicamos fazer os exames após 10 anos da radioterapia."



