VIVA BEM - Laser contra a calvície
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Alguns homens até aceitam, curtem e criam seu estilo em cima dela. Mas a calvície ainda incomoda muito. Com causas genéticas e hormonais, não tem jeito. Se você tem alguém calvo na família, a probabilidade de também vir a ser é grande.
De acordo com o dermatologista Rubens Pontello Junior, de Londrina, a calvície ou alopécia também pode acometer as mulheres, mas de forma diferente. "Nos homens aparecem as falhas no cabelo, as chamadas 'entradas'. Já nas mulheres os fios vão ficando mais ralos, atingindo principalmente o meio da cabeça", explica. Nas pessoas sem problemas de calvície os fios crescem, têm um período estável e caem. Já em quem é calvo os fios demoram mais a nascer, nascem finos e depois não nascem mais.
Não é de hoje que a indústria farmacêutica e a medicina buscam formas de atenuar o problema, já que não há cura. Entre os tratamentos estão o uso de medicação seja oral ou tópico e o laser. A medicação ainda enfrenta a resistência de alguns homens devido a um de seus possíveis efeitos colaterais, a diminuição da libido.
"O laser tem resultados mais contundentes. Ele cria uma microlesão no bulbo capilar (raiz do cabelo), estimula a formação de novos vasos e de substâncias que promovem o crescimento de novos fios. Com uma aplicação já temos um aumento de cerca de 20% no número de fios e de cerca de 20% a 30% de aumento na espessura desses novos fios", explica Pontello Junior.
"Nas primeiras sessões o laser pode estimular a queda, mas isso é normal. É como se estivéssemos dando um 'reset' no crescimento dos fios. Nas mulheres pode haver quebra dos fios no início, mas depois eles nascem mais grossos. Entretanto, não há estudos indicando o laser como alternativa para pessoas que apenas querem engrossar os fios", alerta.
Segundo o dermatologista, são indicadas inicialmente por volta de quatro sessões, com intervalos de duas a quatro semanas entre elas e depois sessões de manutenção a cada dois a quatro meses. Para melhores resultados a indicação é o uso simultâneo da medicação. "O laser forma microcanais no couro cabeludo e permite melhor absorção da medicação", explica ele.
As aplicações são feitas em consultório e não alteram a rotina do paciente, que pode voltar ao trabalho logo após a sessão. Apesar de um leve desconforto, o tratamento não causa lesões e pode ser feito durante todo o ano. E ao contrário da medicação, que exige cuidados em mulheres em idade fértil, o laser não apresenta contraindicações.
Ainda de acordo com Pontello Junior, o paciente deve buscar tratamento assim que perceber diminuição no volume, fios mais finos e couro cabeludo mais visível. "Quanto mais cedo, melhor."
Mudança rápida
O comerciante Rafael Fabri tem apenas 34 anos, mas já se incomodou com os primeiros sinais da calvície. Com parentes calvos, previa o que iria acontecer e por isso buscou ajuda médica.
"Já tinha perdido bastante cabelo, principalmente na parte superior da cabeça. Tomei finasterida mas não percebi muitos resultados. Quando o meu médico indicou o laser, resolvi experimentar e tem funcionado muito bem. Com poucas aplicações as pessoas já perceberam a mudança", garante.



