Durante cinco dias intensos, o médico francês Dominique Bourdin falou para uma turma atenta sobre os benefícios das cores. A convite do Instituto Salgado de Saúde Integral, Bourdin desembarcou em Londrina para o primeiro de três módulos do curso de Cromobiologia, Método Bourdin, criado e desenvolvido pelo médico e a esposa Sylvie, massoterapeuta.
O casal é também idealizador do La Chrysalide, um centro de bem-estar baseado em La Chapelle-Hermier (cerca de 450 quilômetros de Paris) e inaugurado em 2011. Quase na mesma época, lançaram o Método Bourdin, que trata a cromoterapia de uma maneira mais ampla e por isso mesmo criaram a expressão cromobiologia. "Bio é tudo que é vida. A cromobiologia trata de tudo que é vida, de plantas, animais, pessoas, casas e não só sobre o ponto de vista da doença", explica Bourdin, que não quis patentear o seu método. "Acredito que ele tenha que ficar à disposição de todos", afirma.
Autor de várias livros, incluindo A Linguagem Secreta das Cores (apenas em francês), Bourdin também desenvolveu um baralho de cores, além de outros instrumentos que utiliza em suas sessões, como o aparelho de jato de cor. "Como médico, fui me dando conta que é melhor trabalhar com a prevenção do que depois que a doença se manifesta. Você não precisa estar obrigatoriamente doente para procurar a cromobiologia. Ao mesmo tempo que você pode se curar se não tratar do ambiente em que está. A partir da cromobiologia é possível ter essa abordagem global", explica.
Depois de 18 anos como clínico geral, Bourdin deixou a medicina tradicional para se dedicar ao centro La Chrysalide "por acreditar que é melhor trabalhar na fase que precede a doença e por considerar a capacidade que as pessoas têm de autorregenerarem, desde que a partir de uma abordagem correta e mais ampla. Não é preciso intervir simplesmente com a cura de fora para dentro".
As pesquisas de Bourdin com as cores e as terapias de cores começaram cerca de 30 anos atrás por conta, principalmente, de uma insatisfação com a abordagem tradicional. "A cromoterapia é uma das abordagens. No centro, lidamos ainda com o plano físico, vibratório, as emoções, compreensão e o sentido maior da cura", explica. Música modificada, massagens energéticas, irrigação do cólon e ondas curtas são utilizados no Método Bourdin, que tem a cor como elemento comum a todos os tratamentos. "Sempre há uma intervenção das cores", garante.
"Eu e Sylvie fizemos uma síntese de todas as cores, trabalhando nos planos do simbolismo, que é o autoconhecimento, e no plano terapêutico, onde identificamos os tons que permitem uma precisão muito grande nos tratamentos, graças ao desenvolvimento de uma percepção intuitiva", define Bourdin. "O ferramental é muito simples, como os filtros de cores, acessível a todos, permitindo mais autonomia às pessoas", avisa. "Mas também temos instrumentos mais sofisticados", completa o terapeuta.
"Todas as cores são importantes, mas na relação paciente/terapeuta, em um determinado momento, uma cor vai agir de modo privilegiado. Cada caso é realmente um caso", explica. Segundo Bourdin, é o paciente, durante o tratamento, que vai dizer qual o trajeto para onde quer ser levado. "O primeiro tratamento no sentido amplo é respeitar o seu gosto pessoal, a cor da qual você gosta, cujo simbolismo tem uma correspondência com você e essa cor faz bem a você", garante. Cercar-se de cores também é importante, avisa Bourdin, que atenta para as gamas de cores dos alimentos, da decoração e das flores. "Uma pessoa saudável é capaz de se alimentar, se regenerar das cores que a cercam, simplesmente assim. A cromoterapia é útil quando as pessoas perderam essa capacidade, ela devolve a autonomia às pessoas", diz.
Londrina foi a primeira cidade brasileira a receber o curso de Bourdin, que já ministrou aulas na Suíça e no Canadá, além de viajar pela França disseminando suas ideias.

Imagem ilustrativa da imagem VIVA BEM - Arco-íris do bem
| Foto: Foto: Gustavo Carneiro
"Todas as cores são importantes, mas na relação paciente/terapeuta, em um determinado momento, uma cor vai agir de modo privilegiado", diz o francês Dominique Bourdin, que esteve em Londrina para ministrar curso
mockup