Virtual
Celso Mattos
Os irmãos Guilherme e Fellipe Seraphim fizeram até promessa para ganhar o bichinho virtualEle veio do Japão e atende pelo nome de Tamagotchi. Em pouco tempo, virou mania nacional entre as crianças que não dão sossego enquanto não convencem os pais a comprar um. Lançado em novembro do ano passado pela Ban Dai, empresa japonesa de jogos eletrônicos, o bichinho virtual se tornou um fenômeno social na Europa, Estados Unidos e também no Brasil, onde virou até garoto-propaganda de uma empresa que vende seguro de vida.
Apesar de ser do tamanho de um chaveiro, o Tamagotchi dá muito trabalho e exige cuidados semelhantes aos de um animalzinho de estimação. É preciso alimentá-lo na hora certa, dar banho, remédio, vacina e até carinho. Não importa o momento do dia ou da noite, ele lançará um sinal sonoro para indicar o que lhe falta. Se não for atendido imediatamente, entra em depressão e morre. Além disso, o Tamagotchi é cheio de manias. Se for alimentado só com verduras, vira vegetariano e, se comer muito sanduíche, fica obeso. Às vezes, se torna tão indisciplinado que precisa de um corretivo para entrar na linha.
Dorico da SilvaA bancária Sandra Cristina diz que comprou mais por curiosidadeOs gêmeos Guilherme e Fellipe Seraphim Santos, 10 anos, fizeram até promessa para ganhar o bichinho virtual. Nós prometemos ir à igreja todos os dias, mas não estamos cumprindo porque o Tamagotchi dá muito trabalho, confessam eles, que dividem o tempo cuidando também do cachorro e do passarinho que têm em casa. A mãe, Sandra Santos, que é psicóloga, conta que foi contra a compra do bichinho. Mas não teve jeito, eles pediram tanto que eu e meu marido acabamos cedendo. Acho que é muita responsabilidade para uma criança. Além disso, eles podem ficar deprimidos quando o Tamagotchi morrer.





