De acordo com a nutricionista Katia Tookuni, o glúten é uma proteína presente no trigo, aveia, centeio, cevada e malte. Em pessoas sem o diagnóstico, a proteína é degradada normalmente e absorvida pelo organismo. Nos celíacos ocorre uma reação autoimune contra as células estruturais intestinais, desencadeada somente quando o glúten é ingerido. Assim, eles não poderão consumir glúten pelo resto da vida.
Entre os sintomas da doença celíaca, Kátia cita as alterações das funções intestinais, como diarréias e constipação, má absorção de nutrientes, ocorrendo perda de peso, alteração de humor e apetite, falta de disposição, distensão abdominal, além de déficit de crescimento em crianças.
A respeito do aparecimento de um número maior de pessoas se queixando de ter problemas com glúten, o que poderia levantar a suspeita de que a proteína seria a nova vilã das dietas, assim como aconteceu com o ovo, o chocolate e o café, entre outros alimentos, Kátia acredita que tem aumentado também a quantidade de trabalhos científicos recentes relatando casos de intolerância alimentar. ''As pesquisas incluem também o leite, a soja, entre outros. É errado tirar o glúten de todo mundo sem fazer uma avaliação criteriosa''. E acrescenta. ''Tenho visto cada vez mais trabalhos científicos relacionando a sensibilidade ao glúten com diversas doenças como artrite, artrose, síndrome de má absorção, esclerose múltipla, entre outras'', aponta. (E.S.)
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