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Brendan Fraser mostra que tem fôlego para
filmes de aventura, mas está longe de ser um Harrison Ford

O príncipe e a múmia
Dois grandes sucessos do cinema estão sendo
lançados em vídeo. ‘‘A Múmia’’ e ‘‘O Príncipe do Egito’’
prometem deixar as férias ainda mais divertidas

A Múmia
Está chegando às locadoras um dos grandes sucessos deste ano nos cinemas. ‘‘A Múmia’’ é, definitivamente, uma aventura para a garotada em férias. Refilmagem do clássico de 1932 estrelado por Boris Karlof, o filme se passa nos anos 20, mas com tecnologia dos anos 90. Dirigido por Stephen Sommers, responsável pelo ultra-trash ‘‘Tentáculos’’, a fita está longe de ser comparada a ‘‘Os Caçadores da Arca Perdida’’, mas tem bons efeitos especiais, heróis simpáticos e muita adrenalina. Apesar dos exageros, as cenas de luta com um cadáver em decomposição – que mata para regenerar seu corpo – são ótimas.
A história não muda muito. Imhotep, um sacerdote poderoso do Egito antigo é amaldiçoado depois de uma paixão proibida pela concubina do faraó. Ele e seus seguidores são enterrados vivos no subterrâneo da Cidade dos Mortos para ser esquecidos. Três mil anos depois, Imhotep desperta de seu sono milenar e a maldição se cumpre: o Egito volta a ser assolado pelas dez pragas bíblicas. É aí que entra em cena o legionário Rick O’Connell (Brendan Fraser), no papel que finalmente o lançou ao estrelato. Ele é um relutante aventureiro que acompanha a arqueóloga Evelyn Carnarvon (Rachel Weisz) e seu irmão atrapalhado nas escavações da tumba de Imhotep, sendo obrigado a destruir o monstro e salvar o Egito.
Com certeza, os fãs de filmes de terror vão torcer o nariz para os diálogos absurdos e para a absoluta falta de sutileza dos efeitos especiais, mas não há como negar que ‘‘A Múmia’’ é diversão garantida. É filme pipoca, feito em escala industrial como se fosse salsicha, mas que agrada crianças e adultos. É muito melhor que ‘‘A Casa Amaldiçoada’’ e ‘‘Babe – O Porquinho Atrapalhado na Cidade’’. É uma aventura engraçada e, o que é melhor, com muito timeLançamento da CIC Vídeo. Duração: 127 minutos.



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Filme demorou quatro anos para ser produzido, consumindo 18 mil horas de trabalho diante dos computadores



O Príncipe do Egito
Produzir ‘‘O Príncipe do Egito’’ foi um grande desafio para os Estúdios da Dream Works, de Steven Spielberg. Recontar a história de Moisés em desenho animado, com elementos narrativos semelhantes a de um musical da Broadway, exigiu quatro anos de trabalho. Os preparativos para o filme começaram em 1994, terminando em 1998. Ao todo foram 18 mil horas em frente às telas dos computadores equipados com os programas mais poderosos a serviço da animação gráfica.
O resultado é um filme audacioso, realizado por três diretores – Brenda Chapman, Steve Hickner e Simon Wells. Todo esse esforço traduz o sentido de épico animado em cenas visualmente impressionantes, como a passagem do povo hebreu pelo Mar Vermelho e a sequência do encontro de Moisés com Deus. O visual de ‘‘O Príncipe do Egito’’ é tão belo que às vezes chega a ser cafona. O problema é que o filme acaba agradando mais aos adultos do que às crianças. Os terríveis (mas belíssimos) efeitos especiais das pragas que assolam o Egito parecem tão reais que acabam assustando as crianças menores.
Para quem não sabe, um desenhista brasileiro fez parte da produção do filme. Fábio Lignini, de 34 anos, é supervisor de animação da Dream Works. Ele foi responsável pela criação do desenho do personagem Aarão, dublado por Jeff Goldblum. Lançamento da CIC Vídeo. Duração: 90 minutos.

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