Em Hollywood quem manda são os homens. Os grandes estúdios cinematográficos são comandados por executivos que tem os olhos mais voltados para as cifras do que para a arte. Na meca do cinema norte-americano, as atrizes ganham bem menos que os atores e raramente conseguem um bom papel. Além disso, a maioria das produções que conta a história de grandes mulheres foi realizada por pequenos estúdios ou foi rodada fora dos Estados Unidos.
Foi graças a cineastas mais conscientes do fazer cinema que a biografia de mulheres como Rosa Luxemburgo, Norma Rae, Joana D’Arc, Leila Diniz, Erin Brockovich, Florence Nightingale, entre outras, chegou às telas. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher selecionamos alguns filmes que de forma sensível e, às vezes, até modesta, fizeram jus a mulheres cuja vida mudou comportamento e o rumo da história.
Para conhecer essas mulheres
Rosa Luxemburgo
Produzido em 1986 e dirigido por Margarethe Von Trotta, o filme narra a biografia da militante, oradora e teórica marxista Rosa Luxemburgo. Judia-polonesa, ela liderou uma revolução comunista na Alemanha do começo do século 20 e morreu assassinada em 1919. A direção de Trotta é fria e sem brilho, mas a atriz Barbara Sukowa defende com garra seu papel. No Festival de Cannes-86, ela dividiu a Palma de Ouro de melhor atriz com Fernanda Torres.
Norma Rae
Dirigido por Martin Ritt em 1979, com Sally Field no papel-título, o filme conta a história de uma operária da indústria têxtil do sul dos Estados Unidos que, aos poucos, torna-se líder dos trabalhadores de Nova York, lutando pela união da classe. Baseado em fatos reais, ‘‘Norma Rae’’ é um bom entretenimento. O filme deu a Sally Field o Oscar de melhor atriz e também o de melhor canção para Jennifer Warnes.
A História de Florence
A exemplo do filme, a vida de Florence é pouco conhecida do público. A história de Florence Naghtingale se passa na segunda metade do século 19, na Inglaterra da rainha Vitória. Florence é uma jovem aristocrata que enfrenta a oposição da família e os preconceitos sociais para cuidar de doentes em hospitais. A vida da pioneira da enfermagem é contada em um filme competente e visualmente primoroso. A produção é de 1985 e foi dirigida por Daryl Duke.
Leila Diniz
A história da musa brasileira Leila Diniz é contada no filme que tem seu nome como título. Produzido em 1987, sob a direção de Luis Carlos Lacerda e com Louise Cardoso no papel de Leila, o filme é construído do ponto de vista de um de seus amigos íntimos, Bigode, que narra sua ascensão no cinema, sua filosofia de vida e seu jeito carinhoso e sincero de tratar as pessoas. Leila Diniz, que mudou comportamentos e escandalizou a sociedade da época, morreu em 1972, aos 27 anos, em um acidente aéreo na India.
Joana D’Arc
Existem três filmes sobre a vida de Joana D’Arc. O primeiro é de 1957, dirigido por Otto Preminger, em versão colorizada por computador. O filme é inspirado na peça de teatro de Bernard Shaw e o roteiro é do escritor Graham Greene. Joana D’Arc foi uma camponesa que acreditava que Deus a mandou liderar um exército na guerra entre França e Inglaterra, em 1429. Foi queimada viva por não voltar atrás em sua crença.
A segunda e melhor versão foi realizada para a televisão e traz a atriz Leele Sobieski no papel-título. O filme tem quatro horas de duração e está disponível em vídeo. A terceira versão é a diretor francês Luc Besson, com Milla Jovovich como Joana D’Arc.
Erin Brockovich
Contratada como funcionária de um escritório de advogacia, Erin descobre que uma gigantesca corporação está tentando esconder o fato de estar contaminando a água com cromo e causando sérios problemas de saúde nos moradores da pequena cidade de Hinkley, na Califórnia. Ela leva o caso à justiça e a empresa é condenada a pagar uma indenização de 333 milhões de dólares. A personagem é interpretada por Julia Roberts, que levou o Oscar de melhor atriz por sua atuação. A direção é do cineasta Steven Soderbergh. Atualmente, Erin Brockovich vive no sul da Califórnia, onde é uma destacada e premiada diretora de pesquisa ambiental.

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