Vida boa
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de dezembro de 1997
Da Redação 
Imagine poder trabalhar e estar em férias ao mesmo tempo? Sonho do proletariado? Que nada. Esta é a vida de um Gentil Organizador (G.O.) do Club Mediterranée, que oferece casa, comida, roupa lavada e todas as mordomias de um hotel cinco estrelas. Com 120 villages espalhados pelo mundo, o Club Med tem uma filosofia diferenciada dos hotéis convencionais, e cabe aos G.O.s vestir a camisa do Club. O que significa ter um só ideal e proporcionar as melhores férias aos hóspedes, explica Fernando Henrique de Queiroz, responsável pela direção dos G.O.s na América do Sul.
Mário CésarA arquiteta Rose Ramon
Torres trabalha
como G.O. há
12 anos e diz
que hoje
mora no mundo
No Brasil, são dois villages, um no Rio de Janeiro e outro na Bahia, com 100 G.O.s em cada um, das mais variadas nacionalidades. O Club Med, segundo Fernando Henrique, está permanentemente com inscrições abertas, mas explica que como a temporada do Club termina em maio, o processo de recrutamento se intensifica em janeiro. Ou seja, para os interessados, a hora é agora.
Um G.O. tem que gostar de ser nômade, para mudar de um village para outro, gostar de viver em comunidade, ter 100 idéias por minuto e se adaptar, conta. Se você tem entre 20 e 30 anos (não existe uma idade máxima), domina pelo menos um outro idioma, é dinâmico e está disposto a uma vida social intensa, pode se candidatar a uma vaga.
Dentro desses requisitos, a universitária Flávia Matida, 22 anos, passou um ano no Club de Rio das Pedras, (RJ). Foi um ano de experiência que valeu por cinco anos, conta Flávia, que na época trancou a matrícula na faculdade de Administração de Empresas. Hoje eu uso o que aprendi lá para tudo, enfatiza a universitária, que também utiliza a experiência adquirida no Club em seu novo emprego de hostess.
O diferencial agora é o atendimento, explica Flávia, que aprendeu a estar sempre com um sorriso nos lábios. O Club era a minha casa, e os G.M.s (Gentis Membros) eram meus hóspedes. Quando uma pessoa vem a sua casa, você quer mais é tratá-la bem, enfatiza a universitária, que trabalhou como G.O. da butique, sem deixar de participar das outras atividades do Club, como shows artísticos, que são a marca registrada do hotel.
Para a arquiteta e G.O. Rose Ramon Torres, o significado de casa pode ter um valor ainda mais forte. Afinal, desde a primeira vez que esteve num Club Med como G.O. lá se vão 12 anos. Sempre fui inquieta e gostava viajar, conta Rose, que entrou para o Club após uma temporada como hóspede e hoje mora no mundo, como gosta de falar.
Por enquanto, ela está no village de Bahamas, com o marido, que também trabalha no Club, mas morou em muitos países como México, Espanha, Israel e Nova Caledônia. Conheço cerca de 35 a 40 países e falo cinco idiomas, diz Rose, contabilizando as vantagens de ser G.O. A gente acaba absorvendo e abraçando outras origens, lembra ela, que chega a conviver com G.O.s de mais de 30 nacionalidades.
Para Fernando Queiroz, o G.O., além de unir o útil ao agradável, porque vive num mundo à parte, pode vir a ser um mannager de hotel. Ele sabe que pode ser promovido rapidamente, pois o Club tem um plano de carreira e a cada final de temporada - que dura 10 meses -, passa por uma avaliação dos chefes. No plano de carreira também se incluem as viagens para outros países, trabalhando em outros villages. É uma opção para quem está buscando desafios, enfatiza Queiroz.
Serviço:
Direção de G.O.s - Telefone:
(021) 542-7490.


