Mais que um novo idioma na bagagem, passar um tempo no exterior traz o conhecimento de diversas culturas e o amadurecimento pessoal e profissional, além de mais responsabilidade e autonomia. Por isso, cada vez mais jovens se interessam em vivenciar essa experiência através de programas de trabalho ou estudo em outros países, os chamados intercâmbios.
Segundo Léo Fraiman, psicoterapeuta e conselheiro para programas de intercâmbio do Student Travel Bureau (STB), não é necessário que o jovem esteja maduro para viver uma experiência fora do país, mas, sim, desejar amadurecer. ''A maturidade não vem pronta, é um processo que pode acontecer em momentos de muita dor - decorrente, por exemplo, de uma perda ou mudança delicada em nossa vida - ou quando somos expostos a situações que exigem respostas decisivas de nossa parte'', diz.
Estudar o idioma, pesquisar sobre o país de destino e aprender mais sobre costumes e curiosidades são maneiras de se familiarizar com a cultura e, assim, preparar-se para a vivência internacional, minimizando o choque cultural.
Tomada a decisão de realizar a viagem, a recomendação da consultora de vendas Priscilla Bassan, da Central de Intercâmbio (CI), é que os programas sejam procurados com antecedência para evitar o estresse com os preparativos da viagem. ''O ideal é ter tempo para reservar a passagem, encontrar horário para obter o visto e tomar outras providências. Quanto antes, melhor'', sentencia.
O estudante Ronan Guilherme Giuliangeli passou seis meses no Canadá, no ano passado, através do programa de High School da STB. Ele escolheu o país pela alta qualidade de vida e recebeu todo o apoio dos pais e da namorada para embarcar nessa experiência, que lhe trouxe maturidade e independência.
''A melhor coisa que tirei disso tudo foi aprender a me virar sozinho e a lidar com todos os tipos de problemas, sem os pais por perto'', revela ele, que pretende repetir a experiência de viver no exterior após concluir a faculdade, para fazer uma pós-graduação.
Bárbara Ivy de Vasconcelos está morando em Long Beach, Nova Iorque, onde participa do programa Au Pair - uma modalidade de intercâmbio cultural para jovens do sexo feminino, que estudam e trabalham em casa de família por um ano. Ela cuida de três crianças, além de estudar inglês e fazer aulas de dramaturgia na American Academy of Dramatic Arts. ''Essa experiência me trouxe muitas lições de vida. Aprendi a lidar com adversidades e a viver numa nova rotina, com pessoas e costumes diferentes. A saudade foi a primeira coisa que me abalou, mas aprendi a lidar com ela e dar lugar a um sentimento de desbravar o novo e o desconhecido'', conta Bárbara, que retorna ao Brasil em julho.

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