Fazer uma viagem para treinar o inglês? Para muitas pessoas, isso só seria possível durante um passeio para algum país estrangeiro, mas para um grupo de alunos da escola de línguas CCAA de Londrina, a coisa foi bem mais fácil. Eles viajaram a Curitiba e passaram um dia na cidade visitando lugares turísticos na companhia de professores.
A diferença desta para uma viagem comum é que, com a ajuda dos professores, os alunos aproveitaram a oportunidade para aprender palavras e expressões em inglês, importantes para viagens internacionais. As turmas eram de alunos recém-matriculados na escola e com até 11 anos de idade. ''Essa foi uma promoção da escola. Queríamos despertar neles a necessidade de conhecer a língua inglesa e como ela facilita esse tipo de atividade, além de levá-los para um passeio de avião, coisa que a maioria nunca tinha feito'', disse o professor e proprietário da escola, Rubem Cauduro.
No aeroporto, a ansiedade das crianças era grande. Ao lado dos pais, elas tiveram que esperar cerca de uma hora para poder embarcar. ''Achei superlegal a idéia da viagem. O que mais quero fazer é visitar o zoológico. Já sei falar leão em inglês e quero ver um de perto. Acho que vai dar porque todo zoológico tem leão'', comentou a aluna Bárbara Prevital, 10 anos.
No roteiro, montado pelos professores, estava o zoológico em São José dos Pinhais, a Torre das Telecomunicações, no centro de Curitiba, de onde é possível ter uma visão panorâmica de toda a cidade, e o Jardim Botânico, parada obrigatória para qualquer turista. ''Escolhemos Curitiba porque, além de ser perto de Londrina, é uma cidade com consciência ecológica. Optamos por esses lugares porque queremos fazer um trabalho com as crianças sobre ecologia. Quando voltarmos para a escola, vamos comparar com eles a diferença entre o zoológico e o jardim e o centro da cidade, como eles cuidam de tudo por aqui'', afirmou Cauduro.
Outra vantagem do passeio, de acordo com o professor que acompanhou o grupo e coordenador da escola, Vytautas Fabiano Silva Zumas, é tirar os alunos da sala de aula. ''Isso ajuda no aprendizado do inglês. Eles podem juntar o visual, vendo as coisas de verdade, e o auditivo, ouvindo o professor explicar o que é o quê. Outro ponto que gostaríamos de trabalhar é a convivência deles e o espírito em equipe. Essas crianças vão estudar juntas e precisam aprender a conviver. Foi uma atividade de começo de ano bem diferente'', garantiu.
Para os alunos, o passeio nem de longe teve cara de aula. ''Esse é o objetivo. Fazer os alunos aprenderem sem perceber. A sala de aula já é bastante bloqueadora, por ser uma obrigação. O aprendizado precisa ser mais abrangente'', acrescentou Calduro.
''Gostei do Jardim Botânico porque adoro plantas. Também aprendi o nome de vários animais e como pedir informações'', disse a aluna Michele Morikawa, 13 anos, que viajou para acompanhar o irmão mais novo. ''Gostei principalmente do zoológico porque vi um monte de bichos diferentes. Acho que se fosse em outro país, e eu não soubesse inglês, não teria sido tão legal'', refletiu João Alexandre da Cruz Júnior, 10 anos.

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