Vestida para casar
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quinta-feira, 18 de agosto de 2005
Karla Matida<br>Reportagem Local 
O mês de agosto está sendo bem tranquilo para o estilista Sérgio Gavioli, que teve apenas quatro encomendas de vestidos de noiva. Especialista em roupas de festa, ele aproveitou a calmaria para guardar forças para os próximos meses. Até o final do ano ele tem 80 vestidos brancos em andamento. ''A alta temporada é de setembro até fevereiro'', explica.
''Quando busca uma roupa de festa, a mulher tem sempre uma expectativa. Mas quando é a noiva, ela sabe que tem que ser o centro das atenções'', conta Gavioli, que passou 17 anos trabalhando em São Paulo e há três anos voltou para a terrinha onde já tem dois ateliês. ''Não sigo tendência, trabalho com clássicos'', conta o estilista que costuma fazer roupas não só para a noiva como para as madrinhas e convidadas.
''Gosto de um corte limpo, mas o bordado tem que ser arrojado para não ficar muito pobre'', avisa. Entre os tecidos mais utilizados, o clássico cetim aparece no topo da lista, ''mas também uso muito a seda pura'', diz. ''De 20 vestidos que faço, 18 são tomara-que-caia'', conta Gavioli sobre o modelo preferido das noivas. ''Cai bem em todas, até nas mais cheinhas, que têm um colo lindo'', ensina.
Para o estilista, o segredo do sucesso é sempre seguir o gosto da noiva. ''Minha primeira pergunta sempre é qual é a sua idéia'', diz o estilista. Estilo, local e horário da festa também são detalhes importantes na hora de criar uma roupa. ''Se o lugar é pequeno, não posso fazer um vestido rodado porque vai atrapalhar a noiva na hora de se movimentar pelo salão'', conta.
Quem também se preocupa com os detalhes da cerimônia é a designer de grinaldas Andréia Lehmann. Há cinco anos no mercado, ela sempre ouve os desejos das noivas antes de começar a criar. ''A grinalda é um complemento importante'', explica Andréia, que costuma trabalhar com cristais. ''Mas se o casamento vai ser de manhã, o brilho dos cristais é trocado pelo das pedrarias mais leitosas, para não doer nos olhos'', avisa.
Para quem procura um clima ainda mais romântico, flores em tecido são sempre a melhor escolha, já que as naturais não aguentam um evento longo. ''A noiva tem que ficar bonita do começo ao fim'', ensina a designer. O véu, é claro, não falta, mas é sempre pensado de forma a ser retirado durante a festa, dando mais mobilidade à noiva. ''Tem que ser algo prático'', completa.
''Sempre procuro saber o que elas estão querendo'', explica Andréia, que indica na maioria das vezes os cabelos presos. ''É mais clássico'', diz. Sobre as tendências, ela conta que estamos em época de transição. ''Ainda se usa muito cristal, mas já está se mesclando tecido com cristal'', avisa.


