O feng shui, ou ‘‘vento e água’’, conforme Elizabeth explica, é um método honrado pelo tempo, que concede acesso à energia de todas as coisas. Toda a base teórica do feng shui foi extraída do I Ching, ou Livro das Mutações, cujos textos foram redigidos há três mil anos. ‘‘Esse livro continua a ser o fundamento do pensamento chinês, em que se incluem o feng shui e a medicina nutricional’’, lembra Elizabeth. Ela frisa que para se obter todos os benefícios desta filosofia, é necessário que se equilibre também o ambiente onde se vive.
‘‘O papel do equilíbrio Yin-Yang e do ch’i na saúde humana foi usado pela primeira vez no ‘Manual Corporal do Imperador Amarelo’, um texto do século II a.C. atribuído ao imperador regente da época’’. Tudo começou quando os chineses observaram que o sangue circula no corpo – ‘‘a Europa fez essa descoberta quase dois mil anos depois’’. Assim, segundo os estudiosos chineses, o raciocínio é o seguinte: da mesma forma que o coração bombeia o sangue, os pulmões bombeiam ch’i. ‘‘Mutuamente dependentes, o sangue é Yin e o ch’i é Yang.’’. Se esta energia está equilibrada, flui e expande-se, protegendo o organismo de doenças.
A cozinha Um bom prato, de acordo com os preceitos orientais, começa antes do que se imagina. A cozinha deve ser moldada seguindo o que mostra o Ba-guá, um desenho octagonal que sintetiza todos os princípios do equilíbrio entre Yin e Yang presentes no I Ching. Dele constam os cinco elementos, que são associados à situações da vida, cores e sabores.
Como este processo é extremamente complexo, o ideal é recorrer ao trabalho de um consultor especializado no assunto. Este profissional poderá dar dicas interessantes, como: se a cozinha de sua casa pode ser vista da porta de entrada principal, não é um bom sinal; a melhor posição para a cozinha é o lado leste da casa – os lados sudeste e nordeste são considerados portas do demônio; cozinha e sala de jantar devem ficar longe de banheiros, pois a abundância representada pelo alimento pode ir por água abaixo, etc.
(C.C)

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