ReproduçãoA neuropsiquiatra Amarilis de Oliveira junto com um de seus pacientes do Instituto CisnePoucas pessoas sabem o que significa o termo ‘‘limítrofe’’ e, por isso, têm dificuldade de entender aqueles que sofrem dessa síndrome. A limitrofia é, basicamente, uma anomalia no sistema nervoso que atinge um número considerável de crianças e adultos. Os portadores dessa síndrome apresentam alterações neurológicas que podem se manifestar na forma de dificuldade de concentração, falta de equilíbrio, coordenação motora e problemas de fala e de leitura.
Apesar de não ser excepcionais, encontram-se no limiar da normalidade. Na opinião da médica neuropsiquiatra Amarilis de Oliveira, diretora do Instituto Cisne de Pesquisa e Orientação a Jovens Limítrofes e suas Famílias, de São Paulo, a limitrofia não deve ser vista como uma patologia, mas sim como um estado que, se for bem compreendido, pode se adequar perfeitamente ao social. ‘‘O limite dessas crianças e jovens é para determinadas coisas e em determinados momentos. É um grande equívoco considerá-los pouco inteligentes. Geralmente, esses jovens têm sua habilidade direcionada para algumas áreas, sobretudo a artística e a esportiva’’, explica a médica.

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