Valorização tem que ser global
Para a psicóloga do trabalho Maria Cristina Costa Consalter, as políticas de incentivo são fundamentais dentro de uma empresa. Porém, essa prática precisa estar associada a uma política de recursos humanos que valorize o funcionário como um todo e não desvinculada do conjunto de suas necessidades básicas, diz Maria Cristina.
A empresa precisa promover no dia-a-dia possibilidades para que os empregados possam encontrar sua realização pessoal através do trabalho. É preciso dar ao funcionário condições para que ele possa se desenvolver. À medida que se sente recompensado e realizado, ele terá um compromisso maior com a empresa na qual atua, afirma a psicóloga.
Segundo Maria Cristina Consalter, não adianta uma firma premiar os seus melhores servidores, se ela não tem uma prática diária de recursos humanos que leve em consideração a socialização, a satisfação e realização de seus empregados. Além disso, essas políticas de incentivo precisam criar uma competitividade sadia, para não estabelecer dentro do ambiente de trabalho um clima desagradável.
A psicóloga ressalta também que os prêmios devem levar em conta os interesses pessoais do funcionário. Para alguns, uma viagem para o exterior é a realização de um sonho, para outros, pode até se tornar um trauma. Portanto, a premiação precisa ser compatível com a vida da pessoa. Caso contrário, perde seu objetivo que é o de satisfazer e realizar o funcionário, explica Maria Cristina Consalter.





