A entrada de mulheres nas artes marciais, principalmente para o fitness, é um fenômeno recente. Entender o magnetismo do MMA e do UFC (Ultimate Fighting Championship - torneio que reúne os principais lutadores de MMA) entre jovens bonitas e articuladas possui tantos aspectos quanto os lados de um octógono. ''A febre do MMA vai além da saúde, pois envolve aspectos históricos (a participação da mulher em praticamente todas as frentes de trabalho), culturais (a valorização do esporte pela mídia, com o assunto sendo abordado tanto na realidade quanto na ficção) e emocionais (além de conquistar boa forma, as praticantes reforçam a autoestima e autoconfiança)'', analisa a psicóloga Simone Oliani, especialista em análise do comportamento.
Para além da questão de gênero e do preconceito que ainda existe entre ambos os sexos, a psicóloga ressalta que o fato de as mulheres também começarem a ocupar os ringues se explica pelos aspectos reforçadores da prática. ''Elas não estão lá para competir com os homens, mas porque o esporte é prazeroso e recompensador. Além de moldarem o corpo com uma atividade mais dinâmica, sentem-se relaxadas e conquistam mais disciplina e autoestima. Enfim, as mulheres sentem-se valorizadas'', explica Simome.
De acordo com a especialista, a reconstrução da imagem do MMA (antigo vale-tudo, que passou de uma modalidade violenta e cheia de falhas para um esporte com 32 regras, limite de tempo e controle absoluto do comportamento dos lutadores fora do octógono) ajuda a explicar a popularização da prática entre as mulheres. ''Além disso, os lutadores e lutadoras encarnam o ideal estético da sociedade atual, o dos homens e mulheres 'sarados''', afirma Simone. (C.V)

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