Todo bebê precisa de vacinas para crescer saudável. Esta regra vale também para os animais de estimação. Cãezinhos e gatinhos devem seguir um rigoroso esquema de vacinação para ficarem imunes a doenças que podem causar a morte ou deixar sequelas. O médico veterinário Robson Leite Garcia explica que as vacinas são diferentes para cães e gatos.
Conforme o veterinário, no caso dos cães, a primeira vacina - óctupla ou déctupla - deve ser aplicada quando o animal completa 45 dias de vida e depois disso são aplicadas mais três doses de reforço com intervalos de 21 dias cada uma. ''Esta vacina previne contra cinomose, hepatite infecciosa canina, leptospitose - dois sorotipos na óctupla e quatro sorotipos na déctupla -, adenovírus tipo 2, parvovirose, coronavirose e parainfluenza'', explica.
Quando o filhote chega aos cinco meses é hora de aplicar a vacina antirrábica. ''Este é o protocolo para os filhotes. Vale lembrar que as vacinas precisam ser refeitas todos os anos e que apenas o médico veterinário está apto a vacinar os animais''. Robson acrescenta que a leptospirose e a raiva são zoonoses, e isso significa que elas podem ser transmitidas para seres humanos.
O veterinário orienta que as pessoas sigam rigorosamente o protocolo de vacinação. ''Quando filhotes, os cães e gatos não possuem o sistema imunológico completamente desenvolvido, eles ficam vulneráveis a doenças infectocontagiosas que podem levar à morte do animal ou deixar sequelas irreversíveis, como problemas neurológicos na cinomose e síndrome da má absorção intestinal na parvovirose'', destaca.
A escolha da vacina também merece atenção dos responsáveis pelos animais. Robson explica que teoricamente todas as vacinas que possuem registro no Ministério da Agricultura tiveram sua eficácia comprovada. Porém, o que se discute muito são os fatores que interferem na qualidade da vacina, como armazenamento, manipulação, validade, e se foi realizada por um médico veterinário.
Ele acrescenta que as vacinas nacionais, produzidas no Brasil ou por laboratórios brasileiros, infelizmente são de venda de livre. ''Elas são chamadas de 'não éticas', o que acaba comprometendo a qualidade do produto por fatores externos. Já as vacinas importadas são, em sua maioria, vendidas exclusivamente para veterinários devidamente registrados, garantindo um correto armazenamento e manipulação da vacina, lembrando a extrema importância do exame clínico do animal antes da vacinação'', ressalta.
Robson destaca ainda que alguns sinais podem evidenciar que o animal está doente. A presença de diarréia, vômito, problemas respiratórios, neurológicos, secreção ocular, apatia e anorexia podem indicar problemas. Diante destes sintomas é importante procurar um médico veterinário mesmo que o animal já tenha sido vacinado.

Gatos
A vacinação dos gatos é diferente da dos cachorros. Os filhotes de felinos devem receber a vacina tríplice ou quádrupla aos 60 dias de vida; o reforço deve ser feito aos 90 dias, quando é aplicada a dose da vacina antirrábica. ''Estas vacinas protegem contra as doenças, calicivírus, herpesvírus tipo 1, parvovírus'', explica. O veterinário lembra que as vacinas devem ser aplicadas anualmente como reforço.
De acordo com Robson, os gatos também estão sujeitos a outras doenças que não entram no esquema tradicional de vacinação. ''Eles podem pegar clamidiose, vírus da leucemia felina (FELV) e vírus da imunodeficiência felina (FIV). Estas não são vacinas consideradas essenciais, elas devem ser administradas conforme orientação do médico veterinário'', afirma.

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