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PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de fevereiro de 1999
Karla Matida 
Símbolos de deselegância até bem pouco tempo, as pochetes dão a volta por cima ao aparecerem como vedetes nos desfiles nacionais e internacionais. As novas bolsas da estação são coladas ao corpo e foram destaque nas últimas coleções de Miu Miu, Prada e Helmut Lang, só para citar algumas grifes.
No Brasil, as tendências outono-inverno trouxeram opções variadas de modelos que vão do náilon ao tricô, passando pelo couro, como nos modelos do estilista mineiro Renato Loureiro. Já a Ellus, apresentou uma versão hippie -chique, com a bolsinha bordada com brilhos.
E das passarelas para as ruas é só um pulinho, afinal, idéias práticas são sempre benvindas. Se antes, as pochetes eram apenas o acessório preferido dos turistas rumo à Disney, o conceito hoje ainda é deixar as mãos livres, mas sem perder o charme. De brinde das agências de turismo, o modelo agora passou por uma revitalização fashion. Dos materiais utilizados às modelagens, a pochete está de cara nova. Até mesmo o nome agora é outro, apenas bolsa, aquela que se cola ao corpo.
Ela se gruda tanto ao corpo que já virou bolsa-saia, bolsa-avental e até mesmo bolsa-gola. Prepare-se também para ver modelos minúsculos usados no pulso ou na barriga da perna. Por enquanto, os modelos à disposição nas prateleiras ainda mantém um pouco do design tradicional, com o diferencial dos materiais utilizados, como o neoprene das roupas de mergulho. Numa versão pochete tamanho família, a Forum e a Triton lançaram suas bolsas no ano passado. O sucesso foi tanto que os modelos já são difíceis de encontrar nas lojas.


