Unidos pelo Orkut
Uma distância de 600 quilômetros e a presença de mais de mil pessoas os separava, mas mesmo assim, eles garantem que foi amor à primeira vista. Ana Caroline Vecchia, de 26 anos, descreve sua história como um conto de fadas, que surgiu através da internet.
Participei de uma comunidade de música, que tinha mais de mil membros cadastrados. Assim que entrei na página, olhei para uma foto em especial e me interessei na hora, conta.
Ele, Arthur Giacomin, de 21 anos, que morava em Americana, interior de São Paulo, adicionou Ana à sua rede de amigos, mas nem imaginou que ela seria a mulher com quem iria, nos próximos dias, teclar durante várias madrugadas.
Teclamos durante dois meses. Nesse tempo, eu já nem queria mais saber de outra pessoa. Para mim, ela já era minha namorada, revela. O encontro real mesmo, só aconteceu quando Arthur veio para Londrina e trouxe consigo uma aliança de compromisso.
Voltei para Americana com uma aliança no dedo e planos de morar aqui. Enquanto isso não se concretizava, nós utilizávamos o Orkut e o MSN para conversar, diz ele.
O namoro durou seis meses e logo veio o casamento e um filho, Felipe, de 1 ano e dois meses. Muita gente achava que não ia dar certo, que era uma furada. Hoje, no entanto, essas mesmas pessoas acham nossa história linda, comenta Ana, que continua utilizando os sites de relacionamento, porém com mais cautela para preservar a privacidade e não criar motivos de discussão entre eles. O próprio Orkut criou ferramentas para restringir pessoas, recados e acessos. Hoje, a gente continua usando a web para se comunicar com amigos, acrescenta. (M.O.)





