Agência Estado
Há 100 anos, o psicólogo Stanley Hall causou muita polêmica com sua tese sobre comportamento. ‘‘Ser filho único é, por si só, uma doença’’, disse ele. Mas, desde aquela época até hoje, muitas pesquisas acabaram derrubando esse conceito - ou preconceito. Um estudo divulgado pela demógrafa Judith Blake, da Universidade da Califórnia, por exemplo, indica que os filhos únicos têm, em média, 20% a mais de tempo de estudo do que crianças com irmãos. E, como não têm com quem brincar em casa, interessam-se mais por jogos que exigem raciocínio e leitura, além de ‘‘brincar’’ com amiguinhos imaginários e, com isso, estimular a criatividade.
A atriz Ingrid BergmanO pediatra Maurice Kappelman, autor do livro ‘‘Criando o Filho Único’’ também acha que ser filho único estimula a fantasia e a criatividade, mas alerta que isso pode, também, aumentar a fuga da realidade, criando problemas de relacionamento no futuro. Já o cineasta Darrell Sifford, autor do filme ‘‘O Filho Único’’ diz que as crianças que têm irmãos aprendem a lidar melhor com a ‘‘implicância dos outros’’.
Ademir FernandesFrank Sinatra
Sifford, que também é filho único, disse numa de suas entrevistas que, como seus pais sempre tomavam a iniciativa de ‘‘fazer as pazes’’ quando ele brigava nos tempos de criança, não aprendeu a pedir desculpas e, por isso, sempre sofreu com isso. A sensação de se sentir um privilegiado atrapalhava no relacionamento.
Na lista de ilustres filhos únicos estão, entre outros, os cantores Elvis Presley e Frank Sinatra, os atores Cary Grant e Ingrid Bergman, os escritores Lilian Hellman, Ezra Pound e Truman Capote e os líderes políticos Indira Ghandi, Josef Stálin e Franklin Delano Roosevelt. Sem dúvida, um time respeitável.

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