Durante muito tempo acreditou-se que o casamento entre primos em primeiro grau era uma união de altíssimo risco e que todos os filhos gerados a partir desse tipo de união teriam uma grande probabilidade de nascer com graves problemas de saúde. No entanto, a ciência tem se encarregado de amenizar este temor. Uma pesquisa publicada em 2002, pelo Conselho Nacional da Sociedade de Genética dos EUA, mostra que o risco de primos de primeiro grau gerar crianças com algum tipo de anomalia é apenas um pouco maior do que o risco de casais sem nenhum grau de parentesco. Para defender o direito de união entre primos de primeiro grau, pode-se usar o exemplo de Charles Darwin, que era casado com uma prima com quem teve 10 filhos, todos saudáveis.
No Brasil estima-se que cerca de 2% dos casais têm entre si esse grau de parentesco, já que a união enfrenta ainda um pouco de resistência, especialmente pela Igreja Católica. Nos Estados Unidos, menos de 0,1% das uniões ocorrem entre primos, pois, dos 50 estados, 24 proíbem e sete impõem algum tipo de restrição. Na África e na Ásia, o casamento entre primos representa até 60% dos matrimônios. Na Idade Média, os casamentos entre parentes era muito comum. Para evitar dispersão do patrimônio da família, os nobres e reis preferiam a realização de enlaces consanguíneos.

Fonte: Sociedade Brasileira de Genética Médica
www.sbgm.org.br

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