Os bichinhos de estimação estão cada vez mais humanizados, ganharam status de filhos e recebem as mesmas regalias que um membro da família. O mercado de produtos para o segmento é reflexo disso. Segundo dados da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos para Animais de Estimação (Anfalpet), em 2009, no Brasil, houve uma movimentação de R$ 9,6 bilhões nesse mercado - entre alimentos, medicamentos veterinários, serviços, equipamentos e acessórios. Mas até que ponto essa relação é considerada saudável?
"Os pets trazem inúmeros benefícios para uma família: contribuem para melhorar as relações interpessoais e estimulam as crianças a se fixarem em ou­tras atividades do cotidiano e até ajudam no desenvolvimento da afetividade", afirma a psicóloga Gislene Isquierdo.
Porém, dar nome de gente, conversar com os bichinhos como se eles fossem outra pessoa e enchê-los de mimos, segundo a psicóloga pode não ser um comportamento saudável. "É quando confundimos a 'função' do ‘relacionamento’. Pode ser sinal de carência, sentimento de solidão e de falta de compreensão", explica Gislene, que pondera: "No entanto, há pessoas que tratam seus pets muito bem e mesmo assim conseguem dar atenção de qualidade para si e para seus relacionamentos."

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