Uma por todas e todas por uma
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de janeiro de 1997
Rosângela Vale 
Mário CésarSarita e Sibele: brigas por causa de roupas e saudade quando ficam longe
Brigas, discussões, comparações, troca de confidências... O relacionamento entre irmãs é quase sempre assim: entre tapas e beijos. Em alguns casos, os tapas predominam, mas no final das contas, tudo acaba bem. Dividir o mesmo teto - e muitas vezes, o mesmo quarto e as mesmas roupas - é realmente uma tarefa complicada, que poucas felizardas conseguem administrar com sucesso. Para muitas meninas, delimitar o espaço e preservar a intimidade é uma questão de honra. Outras preferem compartilhar tudo e não se desgrudam. Todas, porém, ficam a postos quando o assunto é defender a maninha das ameaças alheias.
Se alguém fala mal de mim, eu não ligo, apenas ignoro. Mas quando é com a minha irmã, eu defendo mesmo. Sempre tomei as dores dela, diz Sarita Donadel, 20 anos, 1 ano e cinco meses mais velha que a irmã, Sibele. Com temperamentos totalmente diferentes - uma é mais calma e contida, a outra, irriquieta e explosiva - as brigas são inevitáveis. Acontecem, na maioria das vezes, por causa de uma peça que saiu indevidamente do guarda-roupa, sem a prévia autorização da dona. Uma vez eu fui ao cinema com uma roupa da Sarita. O celular tocou no meio do filme: era a Sarita, mandando eu ir para casa tirar a roupa porque ela ia usar, lembra Sibele.
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Em outra ocasião, a briga aconteceu dentro de uma loja. Na disputa pela mesma camisa jeans, venceu o bom senso da mãe. Ela comprou uma camisa para cada uma de nós, conta Sarita. Apesar das desavenças frequentes, é só ficar um pouco longe que a saudade bate. Quando uma chega de viagem, não tem briga por uma semana, diz Sibele. Neste semestre, com horários de aula em períodos diferentes, Sarita e Sibele praticamente não vão se encontrar. Vamos sentir falta uma da outra, confessam.


