Uma pedra no caminho
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Karla Matida<br>Reportagem Local 
Ainda menino, em Cornélio Procópio, uma das brincadeiras preferidas do joalheiro Cirilo Landi era encontrar pedras diferentes por onde andasse. A mania da infância acabou rendendo mais paixão a sua profissão. ''Não sou místico, vou mesmo pela beleza'', responde Landi sobre o tal poder das pedras. Mesmo assim, ele lembra que a joalheria surgiu justamente da crença de povos antigos. ''Eles usavam o coral e o âmbar como amuletos. Depois foram aparecendo as ornamentações ao redor deles'', conta o joalheiro.
Claro que com muito mais opções hoje do que quando criança, Landi ainda se encanta com cada nova descoberta. E mostra um pacote de pedras chilenas que sempre têm o desenho de uma cruz. Outro lote inusitado também surpreende. ''Para mim, essa cor branca já é um efeito do aquecimento global'', diz o joalheiro.
''Gosto de juntar pedras diferentes e fazer combinações de cores'', explica Landi, que não economiza mesmo na variedade. ''Parece que foram feitas uma para a outra, não?'', questiona, apontando para uma combinação perfeita. Nessa linha, a prata e o ouro quase se tornam coadjuvantes em anéis, brincos, pingentes e pulseiras com pedras generosas.
Estudioso da joalheria - além do ateliê, Landi também tem uma escola de joalheiros com o sócio Anderson Pisanelli -, ele lembra que cada povo tem seus significados para os ornamentos. No Brasil, segundo ele, a joalheria étnica tem nos cocares indígenas seus maiores destaques. ''Eles (indígenas) acreditam que os pássaros soltam suas penas como uma dádiva'', conta.
E a natureza segue presenteando com a grande diversidade de pedras, que são lindas em estado bruto, e ficam deslumbrantes quando lapidadas. Especializada em pedras de todos os tipos, a CriarTroféus há 10 anos comercializa ametistas, olhos de tigre, granadas, quartzos, ágatas e cristais - só para ficar entre as mais conhecidas. Auto-denominada Shopping Turístico, a loja tem pedras como objeto de decoração de variadas funções. E os valores começam no quase simbólico R$ 1 (pedra avulsa).


