Uma expert na telinha
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de julho de 2000
Rosângela Vale 
Programa cult para os interessados em moda, o GNT Fashion reestréia hoje, às 21h30, sob novo comando. No lugar da ex-modelo e atriz Betty Lago, entra a jornalista Lilian Pacce, crítica de moda do jornal O Estado de S. Paulo, editora da revista Mundo Mix Magazine e eleita a melhor jornalista de moda no I Abit Fashion Brasil, que aconteceu no final do mês passado, em São Paulo.
Segundo ela, o programa terá um projeto editorial muito diferente do anterior. A gente quer mostrar, equilibradamente, tanto a moda brasileira como a internacional, diz, explicando que a pauta incluirá dos desfiles de Christian Dior aos da Semana de Moda, evento dedicado às coleções de estilistas alternativos. Os assuntos serão bem mais diversificados. Vai ter mais serviço, mais comportamento, revela a jornalista. O programa que vai ao ar hoje exibe um especial sobre o último MorumbiFashion.
Pioneira na cobertura de moda em jornal, Lilian começou a escrever sobre o assunto em 1987, na Folha de S. Paulo, cobrindo desfiles internacionais, porque, por aqui, eles não existiam. Eu costumo dizer que a moda começou a virar show no final dos anos 80. Até então, só existiam desfiles em Paris, lembra. Autodidata, virou especialista na área e, em 92, foi morar em Londres, trabalhando como correspondente, ainda para a Folha.
Na televisão, Lilian atuou como consultora no Moda Esporte Clube, da MTV, e teve uma pequena participação no início do programa Circulando, de Luciano Huck, na Bandeirantes. O reconhecimento por mais de uma década de dedicação à moda veio com o prêmio Abit Fashion, onde concorreu com as jornalistas Érica Palomino, Glória Kalil, Patrícia Carta e Regina Guerreiro. Fiquei feliz porque no meu trabalho procuro sempre ser muito honesta com as coisas que eu acredito. E a crítica incomoda um pouco as pessoas, porque nem sempre a gente tem só elogios a fazer, observa.
A receita para ser uma boa jornalista de moda, segundo ela, passa necessariamente pela objetividade e pela imparcialidade, regras básicas do bom jornalismo. Em primeiro lugar, é preciso saber o que é ética. E a coisa mais fácil do mundo, nesse meio, é as pessoas quererem te seduzir, virar amigos. Acho um perigo ter amigos no mundo da moda, avisa aos aspirantes à profissão.


