A confeitaria chegou ao Brasil entre as décadas de 50 e 60 (após a segunda Guerra Mundial), vinda da Europa, principalmente da França, Itália e Alemanha, trazendo novas técnicas e manuseios. Alguns mestres confeiteiros que chegaram ao Brasil introduziram a técnica do manuseio de chantilly, creme Paris, massa folhada, fondant, e foram obrigados a trabalhar nas padarias, pois eram raras as confeitarias exclusivamente doceiras. Com o passar do tempo, esses locais começaram a ser conhecidos como "padarias e confeitarias". E, assim, foram surgindo os doces.
Naquela época, o trabalho feminino era pouco utilizado. A partir dos anos 1980, a confeitaria passou por tendências mais delicadas e elaboradas, mostrando a preocupação com a qualidade na confecção dos produtos. Atualmente, surgem novidades a cada dia, tanto nos sabores quanto nas técnicas, qualidade e decoração dos produtos.
A profissão de confeiteiro exige muita engenhosidade e o dom de criar e recriar. Remete ao Império Romano, período em que foram produzidos bolos e doces confeitados, valendo-se de ingredientes saborosos e inusitados como farinha, aveia e vinhos, na tentativa de converter esses quitutes em iguarias, atraindo assim inúmeros adeptos dessa arte gastronômica.
Um trabalho delicado que exige muito dos sentidos humanos, principalmente o paladar, e uma grande responsabilidade, pois dependendo da qualidade da produção vai atrair ou afastar possíveis consumidores. Embora haja um certo glamour em torno dessa profissão, ela exige trabalho árduo. Principalmente nas padarias, onde os profissionais iniciam sua jornada às 23 horas e só deixam o posto por volta das cinco da manhã, para disponibilizar aos clientes, logo cedo, uma série de guloseimas fresquinhas. Sem falar no quanto eles se esforçam para deixar seus confeitos irresistíveis ao primeiro olhar e deliciosos à primeira mordida.

mockup